Periodo junino movimenta comércio e empreendedores criativos de Manaus
Empresários aproveitam que o boi-bumbá está em alta, aliado às festas juninas, para aumentar as vendas
A artesã e empreendedora criativa, Cristiane Mota, 48 anos, trabalha com acessórios personalizados há 23 anos. Ela encontrou no artesanato a saída da depressão que veio após a morte da própria mãe. Além da terapia, o ofício também proporcionou uma renda fixa para criar e formar o filho na faculdade. O mostruário da loja ‘Cris DecoFlor’, situado no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul, tem acessórios para festas juninas e boi-bumbá.

Com o ‘boom’ das festas de boi-bumbá, as demandas de Garantido e Caprichoso cresceram (Foto: Daniel Brandão/A Crítica)
“Eu estou sempre buscando tendência. Esse ano, por exemplo, no período junino, o boi veio com força total e também o carimbo. Essa são as duas tendências que estou trabalhando. O tradicional chapéu de palha não está em alta. As clientes estão buscando mais colares de fita, ombreiras de fita e flores de chita. O que tem saído muito é o chapéu e a sombrinha de sinhazinha. Estão super em alta”, detalhou a artesã.
Os produtos são personalizados ao gosto e bolso do cliente. Os preços dos acessórios variam de R$ 20 até R$ 270. “Eu sempre negocio com o cliente. Pergunto ‘qual o teu sonho? ’ e digo ‘o que você quer e dentro do teu orçamento eu vou produzir’. Eu sempre peço que mande o look para fazer a composição. Por exemplo, se é um figurino de carimbo, então eu trabalho em cima das cores das estampas”, detalhou a empreendedora criativa.

Adereços e adornos são bastante procurados neste período de festa junina (Foto: Daniel Brandão/A Crítica)
Encomendas e orçamentos podem ser feitos pelo contato (92) 98138-7270 ou no perfil @cris_decoflor. Para Parintins a agenda da artesã segue até esse sábado (15). Já para as festividades juninas continuam. “Faço também a parte de customização. Eu vendo por meio do instagram, clientes e indicação. Já mandei encomenda para Goiás e São Paulo. Eu envio para outras cidades”, declarou Cristiane.
No Centro
Os lojistas do Centro de Manaus expõe na vitrine roupas quadriculadas para homens e mulheres, assim como acessórios. Rosana Ramos, proprietária da loja Gente Miúda, localizada na rua Lobo D’Almada, bairro Centro, zona Centro-Sul da cidade, oferece na loja a personalização de acessórios. Fitas, lantejoulas, mini-chapéus de palha e tiaras ganham formas em itens juninos.
“É uma época muito gostosa e de muita tradição. Estou há 30 anos no mercado e produzimos todos os personalizados na loja. É gratificante, independente do lucro. A gente gosta dessa época do ano”, disse Ramos. “A gente já tem todos os acessórios complementares da roupa junina. Temos acessórios entre R$ 15 a R$ 35. E vestidos a partir de R$ 60 até R$ 135”, complementou.
Ela avalia que o fluxo de clientes para esse ano está oscilando. “Está oscilando. Já esteve no início (do mês de junho) muito bom, agora deu uma caída. A tendência é voltar a crescer novamente pelos próximos dias”, avaliou a empresária. “Eu gosto desse período do ano. É uma época em que trabalhamos muito, mas ao mesmo tempo é muito bom, porque é muito festivo”, acrescentou.
Na loja Gurizada Moda Infantil, situada na mesma região da cidade, a vendedora Isnaiane Monteiro, 23 anos, relatou que os laços (a partir de R$ 12) e gravatas ao preço de R$ 20 têm a preferência das clientes. Além disso, por R$ 5 o cliente pode levar bandeiras de tecido já cortadas e prontas para customização. “Par de laços, gravatinhas e camisas têm saída. As bandeirinhas já vão prontas para costurar nas calças, camisas e até saias”, disse.

Produtos infantis são bastante procurados para os festejos juninos (Foto: Daniel Brandão/A Crítica)
Os acessórios compõe a roupa que abrilhanta a festa e cria toda a festa. Na história, a festa junina foi introduzida no Brasil pelos portugueses em um contexto cristão, para homenagear os santos Antônio e João Batista. Para além das danças e roupas típicas para a época, as comidas tradicionais também atraem o paladar de quem ama essa época do ano. Empresários do ramo tem dado um toque regional nos pratos