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Educação

Do cubo mágico à TV: superdotado de 12 anos representa o Amazonas no ‘Pequenos Gênios’

Natural de Manaus, Henrique Backsmann brilhou em sua participação no quadro do programa Domingão com Huck, que envolve crianças com altas habilidades ou superdotação

Publicado em 18/08/2024 às 10h32
Do cubo mágico à TV: superdotado de 12 anos representa o Amazonas  no ‘Pequenos Gênios’
Foto: Divulgação

Fã de programação de jogos, cubo mágico e música, o amazonense Henrique Porto Backsmann, de 12 anos, brilhou em sua participação no quadro ‘Pequenos Gênios’, do programa Domingão com Huck, que envolve crianças com altas habilidades ou superdotação.

Natural de Manaus, Henrique fez parte do time ‘Astrogênios’, composto também por Matheus Reuther, de 10 anos, e Giovanna Almeida, de 9 anos, que disputou com o time ‘Geniall’s’, no programa exibido no dia 4 deste mês.


Time ‘Astrogênios’, composto por Henrique Porto Backsmann, de 12 anos, Matheus Reuther, de 10 anos, e Giovanna Almeida, de 9 anos. (Foto: Divulgação)

 

De acordo com a mãe do menino, a farmacêutica Joyce Porto Backsmann, Henrique teve o diagnóstico de superdotação aos 9 anos de idade, quando cursava a 5ª série. Ele apresentou um QI de 141, com percentil 99,7, e, das séries de indicativo, ele indicou a aceleração, por isso, foi recomendado que ele avançasse mais rapidamente nos estudos. Henrique terminou o 5º ano do Ensino Fundamental, pulou o 6º e 7º e passou para a 8º ano.

“Nos primeiros anos de vida, a gente percebeu, mas não foi atrás de um laudo, de um especialista, a gente não via a necessidade. A gente percebia que ele aprendia tudo muito rápido e fácil, mas a gente achava que ele só era esperto, era inteligente acima da média, isso sempre soubemos. Mas aí ele começou a ler muito cedo, e, logo no início da vida escolar, a professora sugeriu a aceleração. Mas nós, como pais, não sabíamos desse mundo de superdotação, então optamos por não, porque tem o convívio, a questão do emocional, leigamente falando, porque não sabíamos”, explicou Joyce.

O laudo só veio aos 9 anos, depois da pandemia, quando os alunos retornaram às salas de aula e muitos precisaram fazer uma série de revisões. Mas, para Henrique, isso acabou acarretando algumas situações e problemas, que levaram a família a procurar ajuda profissional.

“No caso do Henrique, foi maravilhoso, foi um divisor de águas, ele conseguiu se adaptar tanto na parte curricular quanto na parte emocional, fez amigos e tudo foi fluindo, graças a Deus. Então, essas crianças precisam muito de incentivo, precisam muito de desafio, o que as move é a curiosidade, os desafios, e elas têm sede de aprendizagem”, disse Joyce.


Joyce Porto Backsmann (à esq.) é a mãe de Henrique e acompanhou o filho durante a apresentação no programa. (Foto: Divulgação)

 

Há dois anos, Henrique pediu à sua mãe para participar do quadro ‘Pequenos Gênios’, no desafio com crianças com altas habilidades e superdotação, que precisam responder perguntas de lógica, raciocínio, memorização e até mesmo soletração de trás para frente. Ele passou por uma série de seleções e foi classificado para participar do programa, experiência que ele amou.

“Realmente foi uma sensação ótima, incrível, sabe aquela felicidade que dá quando você cumpre um objetivo? Exatamente isso, eu cumpri o meu objetivo de estar lá e isso me deixou muito feliz”, descreveu Henrique sobre a sua participação no quadro.

Atualmente, Henrique é membro de duas instituições internacionais para superdotados: a Mensa, que tem faixa de admissão de percentil acima de 98%, e a Intertel, cuja admissão é acima de 99%. O manauara também já participou da Olimpíada Brasileira de Robótica de 2023 (OBA) e do projeto ‘Enriquecimento da Aprendizagem para o Desenvolvimento de Habilidades’ (HEAD), um projeto de extensão desenvolvido pela PUC-MG, voltado para crianças superdotadas.

Membro de instituições para superdotados

Henrique é um menino com interesses diversos. Atualmente, ele mora em Caraguatatuba, São Paulo, com os pais e o irmão. Ele faz aulas de música (ukulele e piano), inglês (com formatura prevista para 2025), catequese e programação de jogos, que é uma das suas áreas de maior interesse, juntamente com a resolução de cubos mágicos. No esporte, ele já praticou karatê e surf, e atualmente está na natação.

“Eu tenho vários hobbies, para falar a verdade, mas os dois principais que eu gostaria de falar: o primeiro é programação de jogos, que, no caso, eu estou até desenvolvendo um jogo agora, e é o que mais tenho interesse. Em segundo, é a área de cubo mágico. Em casa, eu estou treinando muito para participar do campeonato de 2×2. Eu também gosto de jogar Minecraft”, disse Henrique, ao destacar que seus maiores ídolos também são personalidades da área de programação e cubo mágico.

Brincadeira de criança

Mesmo com toda a sua inteligência e habilidades, a mãe de Henrique afirma que ele nunca deixou de ser criança. Ele adora andar de bicicleta, ir à piscina e brincar. Recentemente, ao completar 12 anos, ele comentou:

“Mãe, você sabia que, de acordo com o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – a partir de 12 anos já é considerado adolescente? Porém, a infância é a melhor fase da vida, e quero aproveitá-la ao máximo.”