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A Crítica
Educação

Estudante amazonense é aprovado na Universidade de Yale, nos Estados Unidos

Juliano Dantas Portela também foi aceito nas universidades de Pensilvânia, Northwestern e Dartmouth College

Publicado em 03/09/2023 às 14h30
Estudante amazonense é aprovado na Universidade de Yale, nos Estados Unidos
Foto: Divulgação

A rotina do estudante amazonense Juliano Dantas Portela, de 18 anos, mudou após ser aprovado na Universidade de Yale, no Estado de Connecticut, nos Estados Unidos. No último dia 20, foi a mudança dele para a cidade de New Haven, onde está instalada a instituição que é uma das mais prestigiadas do mundo e nesta semana, começou as aulas de seu ano letivo. 
 
“Aqui você monta suas aulas. As minhas aulas são todos os dias e às 9h25, o horário mais cedo que tem. Aqui o legal é que todo mundo da minha turma mora na faculdade, então é uma experiência muito mais completa, não é como se você só estivesse na aula”, disse. 
 

Além de Yale, ele também foi aceito em outras três universidades como da Pensilvânia, Northwestern e Dartmouth College, mas optou pela Instituição para cursar Ciências da Computação, área a qual ele conta que sempre teve afinidade. É lá que ele tem ganhou uma bolsa de estudos, que cobre tanto as aulas, alojamento e alimentação. 

“Eu sempre gostei de ciência da computação. Desde pequeno, eu desmontava celular, desmontava controle remoto, então tinha um gosto pela eletrônica e computação no geral. Mas de uns quatro ou cinco anos, eu comecei a ir atrás para ter uma vivência mais concreta e foi aí que virei programador”, contou ele, que fez vários cursos de programação enquanto estudava no colégio, em Manaus. 

E no terceiro ano do Ensino Médio, no ano passado, ele e um amigo criaram o “Linklado”, um software que reúne caracteres especiais de mais de 40 línguas indígenas da Amazônia. 
 
“Esse projeto me trouxe para Yale porque ele deu um resultado sensacional. Esse projeto, eu fiz junto com um amigo meu e uma professora e o que aconteceu é que ele simplesmente viralizou. A professora viajou até São Gabriel da Cachoeira e descobriu que o celular de todo mundo de lá já havia instalado o Linklado, então esse projeto rendeu bons resultados e nós ficamos muito felizes”. 

Aluno aplicado

A mãe dele, a advogada Tatiana Dantas Portela, 49 anos, afirma que desde pequeno o filho tem a vontade de transformar a realidade das pessoas ao redor dele e foi com dedicação que o jovem buscou e alcançou uma das melhores universidades do mundo.

“O Juliano muito cedo se formou em inglês. Em seguida, ele começou a estudar francês e em pouquíssimo tempo de curso, ele passou a professor de francês aos 15 anos. Em 2019, ele começou a manifestar a vontade de estudar fora, nos Estados Unidos, e a gente começou a buscar informações e mentorias. Em 2020, ele iniciou essas mentorias para aplicar às universidades americanas”, conta. 
 
E foi com a dedicação de Juliano somado a ajuda de um preparatório gratuito da Fundação Estudar, o Prep Program, que ele realizou o sonho de chegar a uma universidade internacional.

O resultado da aprovação deixou a família orgulhosa.

“Eu recebi isso como uma grande benção que veio sobre a vida do Juliano. E o nosso sentimento é de muita gratidão a Deus, de muita certeza de que ele vai alcançar os voos mais altos, sim, e o Juliano tem a vontade muito grande de mudar a vida das pessoas, de fazer o bem”, destacou a mãe dele. 

Futuro brilhante

Para o futuro, Juliano Portela deseja abrir sua própria empresa, mas antes disso, espera atuar em grandes empresas de tecnologia.

“O que eu pretendo seguir é nessa área de ciência da computação e no futuro desejo abrir uma empresa, mas até o final do curso, eu vou trabalhar em alguma startup como Google, Facebook, Amazon. Tenho muito a aprender antes de montar minha própria empresa”, disse. 
 
Ele ainda incentiva estudantes manauaras a seguirem seus sonhos e comenta que passar em uma universidade internacional é completamente possível.

“Eu não tenho como dizer que é fácil, mas tenho como dizer que é 100% possível. Se você consegue mostrar que você impactou a comunidade ao seu redor, você consegue passar para uma faculdade daqui e não é o aspecto financeiro que vai te impedir de vir para um lugar como esse”, afirma.