Manaus sex, 6 nov
A Crítica
Educação

Governo Federal bloqueia R$ 6,2 milhões da UFAM

O valor faz parte dos R$ 244 milhões contingenciados, nesta segunda-feira, das universidades federais e R$ 122 milhões dos institutos, que totalizam R$ 366 milhões

Publicado em 29/11/2022 às 18h28 · Atualizado em 29/11/2022 às 19h25
Governo Federal bloqueia R$ 6,2 milhões da UFAM
Foto: Ufam

O governo Bolsonaro bloqueou R$ 6,2 milhões da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O valor faz parte dos  R$ 244 milhões contingenciados, nesta segunda-feira,  das universidades federais e R$ 122 milhões dos institutos, que totalizam R$ 366 milhões.

Por meio da Pró-Reitoria de Administração e Finanças, a Ufam disse que recebeu a  notificação enviada pelo Ministério da Educação (MEC) com o valor congelado na segunda-feira (28). “Diante da possibilidade de um novo bloqueio ou corte, a equipe da UFAM realiza, desde o início de outubro, tratativas contábeis e financeiras com o objetivo de reduzir os impactos à comunidade acadêmica e assegurar os contratos essenciais tais como segurança, limpeza, conservação, manutenção, apoio administrativos e restaurantes universitários, garantindo assim, o pleno funcionamento da instituição e o encerramento do exercício financeiro de 2022”, explicou a Ufam. 

A Universidade ressaltou que, mesmo com o bloqueio, serão preservados os pagamentos dos auxílios acadêmicos aos alunos em situação de vulnerabilidade social. “Oportunamente, a Universidade Federal do Amazonas pleiteará junto ao MEC a recomposição orçamentária para garantir a integralidade dos seus contratos, assim que forem abertas as negociações entre as equipes técnicas do Governo Federal e da Ufam”, disse.

Essa é a terceira vez que o governo federal realiza bloqueios nas contas das instituições federais de ensino, incluindo a UFAM. No início do mês passado, o Ministério da Educação já havia bloqueado R$ 5,4 milhões da federal do Amazonas, valor que foi destravado após repercussão negativa da comunidade acadêmica. Em maio, a UFAM já havia sofrido bloqueio de R$ 15 milhões, que depois foi reduzido para R$ 7,5 milhões.