Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Educação

Movimentação para garantir material escolar

A compra de materiais escolares nos primeiros meses do ano concentram a maior rotatividade em lojas

Publicado em 11/01/2025 às 17h22
Movimentação para garantir material escolar
Foto: Daniel Brandão

Para muita gente, os primeiros meses de um ano representam o início de um novo ciclo, é assim para a Hadassa Beatriz e a mãe, Neiva Bastos. A jovem, de 17 anos, recém concluiu o ensino médio e agora se prepara para iniciar a universidade; o curso escolhido segue os passos da mãe: psicologia. A filha acredita que o exemplo dentro de casa foi determinante, mas confessa ter o nervosismo de quem vai enfrentar novos desafios. 


“Eu gostei da área e agora foi seguir, [tem um pouco de] medo porque acabei de terminar um ciclo gigante no ensino médio, mas estou ansiosa para aprender sobre uma coisa que eu gosto!”, disse Beatriz. 


Para Neiva, o momento também é especial já que é primeira vez que uma filha vai cursar o ensino superior e a escolha pela mesma profissão a faz reviver memórias e experiências, um exemplo é a compra dos materiais. Elas foram juntas para uma livraria (que, inclusive, já foi local de trabalho da mãe) com a lista de alguns dos itens que serão usados no primeiro semestre da faculdade. 


“Eu tenho um flashback da minha faculdade de psicologia e agora ela vai cursar, então, é como se ela tivesse revivendo o meu ciclo e eu fico muito feliz por isso”, comentou a mãe. 


O momento é de volta às aulas e, além de quem vai iniciar em uma universidade, há os tradicionais alunos dos ensinos fundamental e médio. Na capital do Amazonas, os centros educacionais privados geralmente começam o ano letivo antes das escolas públicas, ou seja, ainda em janeiro e é por isso que as movimentações nos comércios que atendem a esses públicos estão intensas. 


A Livraria Lira é um desses estabelecimentos e o proprietário, Erick Lira, explicou que os dois primeiros meses do ano concentram a maior movimentação em relação aos demais, por isso há também a necessidade de reforçar o quadro de funcionários. Atualmente são 120 colaboradores, o triplo do que geralmente há nos outros meses do ano. Os reforços atuam em setores “estratégicos” para melhor gerir a procura dos consumidores. 


“Durante o ano eu funciono com três caixas, chega nessa época de volta às aulas eu funciono com doze. Durante o ano, uma pessoa no setor de livros, chega essa época eu fico com cinco; no atendimento ao publico eu tenho vinte. Às vezes a gente quadruplica o número de funcionários”, explicou o proprietário. 


A expectativa da livraria é manter um bom faturamento em comparação aos dois primeiros meses de 2024. O foco da Lira são os livros didáticos, um diferencial frente aos demais estabelecimentos, contudo Erick destacou que, neste ano, a lista dos materiais escolares sofreu um reajuste e ele precisou ser repassado para o preço final dos produtos. 


“A gente está conseguindo manter a mesma média [de vendas] dentro da realidade, a lista de material, como um todo, teve um aumento de 8% ou 9% então a gente tinha que ter esse aumento, nós estamos tendo”, explicou. 
Outro loja é a Tropical, focada mais em itens de papelaria, o grupo é mais focado nas compras de alunos que são das escolas públicas, cujo ano letivo só começa em fevereiro. O gerente de uma das unidades, Felipe Sanches, informou que os investimentos no estoque deste ano foram realizados entre 20% a 30% em relação ao mesmo período do último ano e a expectativa é ter uma alta nas vendas nesta mesma proporção.