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A Crítica
Educação

Reitor e ex-aluno da UEA exalta legado de Amazonino na educação superior do Amazonas

"O principal legado, inclusive histórico, do governador, foi a criação da universidade”, destaca o André Zogahib. Criada na gestão de Amazonino, hoje a universidade possui 22 mil alunos

Publicado em 12/02/2023 às 18h04
Reitor e ex-aluno da UEA exalta legado de Amazonino na educação superior do Amazonas
Foto: Arquivo AC

O reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), André Zogahib, afirmou ao A CRÍTICA que a criação da universidade pública pelo ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania), que faleceu na manhã deste domingo (12), foi o seu principal legado histórico como governador.

“Talvez o maior legado que ele tenha tido como governador foi a criação da universidade porque a UEA deu muita oportunidade para pessoas de classe econômica menos abastada  como pessoas de áreas periféricas de Manaus e também de municípios do nosso estado. Acho que o principal legado, inclusive histórico, do governador, foi a criação da universidade”, destaca Zogahib.

Egresso da universidade onde cursou graduação em Administração Pública na turma de 2001, o reitor traça um panorama entre a UEA de 2001 e 2023. Zogahib lembra que em 2001 a UEA tinha apenas 1.800 alunos com uma presença muito tímida no interior, mas que por causa da semente plantada por Amazonino, atualmente a universidade atende 22 mil alunos, conseguindo se capilarizar por todo o interior do Amazonas. 

A UEA vai colocar as bandeiras dos campos universitários espalhados pelo Amazonas a meio mastro para homenagear Amazonino Armando Mendes. Segundo o reitor, a portaria assinada por ele leva em conta o decreto de luto oficial do governador Wilson Lima (UB), colocando o estado em luto por sete dias. 

Para Zogahib, o fato de Amazonino ter nascido no interior do estado, no município de Eirunepé, pesou na decisão de Armando Mendes de criar a UEA em agosto de 2001, durante o seu terceiro mandato como governador

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(Foto: reprodução/redes sociais)

“Ele teve essa vida que encanta muito, mas ao mesmo tempo que encanta, é uma vida muito difícil a do nosso caboclo do interior. Tenho certeza que ao criar a UEA, ele com certeza pensou em privilegiar o povo do interior e a gente tem tentado seguir essa perspectiva teleológica de construção da universidade para que possamos levar educação para o Amazonas”,  registra o reitor. 

O financiamento da UEA é baseado na receita gerada pelas empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Com as discussões a nível nacional por uma reforma tributária que coloca fim ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), coluna dorsal do PIM, a existência da universidade fica ameaçada, caso a reforma seja feita sem uma garantia tributária ao modelo. 

Questionado se ao criar a universidade, Amazonino poderia ter antecipado esse dilema e diversificado a fonte de sustento da UEA, André Zogahib evitou fazer juízo de valor.

“Não posso falar pelo ex-governador até porque ele não está mais entre nós. Não posso dizer que faltou visão. Não podemos afirmar quais foram os contextos políticos naquela ocasião estavam posto a mesa para que a decisão fosse tomada, mas hoje temos que brigar sim para que tenhamos uma diversificação de receita para que o orçamento da universidade aumente ainda mais, porque não conseguimos investir em tecnologia sem recurso”, ponderou.