Ateliê 23 reabre com o espetáculo ‘A mulher que desaprendeu a dançar’
A obra é um solo, interpretado pela atriz Carol Santa Ana. O espetáculo acontecerá todas as sextas e sábados de março.
O Ateliê 23 reabre o espaço, após dois anos fechado, com a apresentação do espetáculo ‘A mulher que desaprendeu a dançar’ no dia 12 de março, às 20h. A obra é um solo interpretado pela atriz Carol Santa Ana, que retrata uma metáfora para falar da protagonista como artista que canta, dança, atua e reaprende a dançar a partir da peça. Em cena, ela vem camuflada até revelar a identidade ao público.
O espetáculo acontecerá todas as sextas e sábados de março, na sede da companhia (Rua Tapajós, 166, Centro). O ingresso custa R$ 15 (meia) e o público deverá apresentar a carteira de vacinação para acessar o espaço.
O diretor do espetáculo, Taciano Soares, relata que a obra faz parte de uma estética de trabalho do Ateliê 23, chamado bionarrativas cênicas. Esse conceito foi elaborado a partir de sua tese de doutorado, contando historias de pessoas reais.
“É sobre a mulher que fala, que cansa, que reage, que responde, que acorda, que diz, que amamenta, que dá à luz, que estuda, que goza, que chora e ri, que trabalha, que trabalha muito e também é sobre aquela que não se cala, que dança e que, por isso, está viva. É sobre mulheres que reaprendem a dançar todos os dias”, disse o diretor.
O espetáculo
Segundo Taciano Soares, a peça retrata memorias pessoais da artista Carol Santa Ana, sobre violências que viveu nos lugares que já passou. A partir disso, o espetáculo é apresentando ao espectador de forma fragmentada, fazendo com que as pessoas se identifiquem com alguns recortes da vida da atriz.
A iluminação, figurino e trilha sonora acompanham o desenvolvimento da personagem ao longo da peça. Em relação ao cenário, haverá duas câmeras instaladas, reproduzindo atrás da atriz, uma outra perspectiva da imagem que o próprio espectador estará vendo. “Visualmente, a peça termina totalmente diferente de como começou”, destaca o diretor do espetáculo, Taciano Soares.
O espetáculo conta com uma grande equipe técnica, com Guilherme Bonates como criador da trilha sonora, Daniel Braz como criador da iluminação, Erick Lima e a Laury Gitana como criadores de figurino, juntamente com o diretor do espetáculo, Taciano Soares.