Carnaval e sabedoria: Aparecida une tradição e educação no sambódromo
A atual campeã do Carnaval de Manaus é a quinta a desfilar na avenida no grande Grupo Especial. O samba-enredo deste ano é “Lux Sapientiae, Orgulho Caboclo” e exalta a Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
Nesta matéria você vai ler:
- A expectativa da atual campeã
- O tema de exaltação para a UEA
- Os setores do desfile.
A atual campeã do carnaval de Manaus, Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) Mocidade Independente de Aparecida é a quinta a desfilar na avenida no grande Grupo Especial. O samba-enredo deste ano é “Lux Sapientiae, Orgulho Caboclo” e exalta a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Na concentração, todos ansiosos para entregar o resultado de meses de dedicação e preparo. A escolha do tema neste ano brinca com as cores da escola, o verde tão tradicional da UEA se mistura com o da Aparecida e juntos mostram o orgulho em ter uma universidade, bem mais do que apenas um centro de conhecimento, um patrimônio do povo Amazonense. A soberba reverbera a importância do saber, da sabedoria, e, consequentemente, da educação, nesta homenagem é o “Gueto do Pensar” que completa 25 anos de existência em 2025.

(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
“Temos a honra de homenagear o maior patrimônio do Amazonas. A UEA tem um papel fundamental no desenvolvimento não só de cada ribeirinho, cada amazônida, mas de toda a comunidade acadêmica. A universidade está de parabéns e a Aparecida se sente orgulhosa porque o que pinta de novidade, pinta no samba da Mocidade” disse o presidente, Luiz Pacheco.

O presidente da Aparecida, Luiz Pacheco (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Recentemente, a UEA se tornou membro da Iniciativa de Impacto Acadêmico das Nações Unidas (UNAI), um passo considerado significativo para fortalecer o compromisso da instituição com os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). “Nenhum curso da UEA, nenhum aluno da UEA, sai da instituição sem ter, junto do canudo, a ideia de que não é possível haver desenvolvimento sem sustentabilidade” – diz a justiça oficial da Aparecida.

(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Festa na avenida

(Foto: Jorge Alberto/A CRÍTICA)
A soberana se apresenta na avenida com 25 alas, divididas em 5 setores e quatro carros alegóricos. O “Berço da Vida Explode em Cores – Floresta Para Sempre Preservada” é o pontapé da apresentação. O grande Abre-Alas traz a Amazônia como grande destaque, é objeto máximo de estudo e de conhecimento.
O pavilhão, tremulante e imponente, vem representado pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Henrique Dias e Leandra Gomes – Despertar do ser. Para Leandra, defender a bandeira neste ano tem um peso a mais, um simbolismo. É que, pela primeira vez, a exposição de Ednelza Sahdo, a mais longeva porta-bandeira da história do Carnaval de Manaus, e também da Aparecida, está no sambódromo com fantasias costuradas e usadas pela matriarca.
“A Ednelza foi uma pessoa muito importante no começo da minha história na Aparecida, me deu aulas de teatro, dança. Me ensinou a como me portar como porta-bandeira. Ela confiou muito em mim, acreditava muito e hoje a gente vai apresentar uma coreografia incrível na avenida”, disse Leandra.
O setor II, “Foi Preciso Iniciar” apresenta grandes componentes, a bateria e a realeza da Aparecida: Maylin Menezes, Rainha; Nicoly Silva, Princesa e Karoline Oliveira como Musa. A ala coreografada faz referência para os cursos da UEA, enquanto que o segundo carro alegórico fala da floresta como centro de toda a tecnologia, indústria e também lembra dos conhecimentos nativos, dos caboclos e ribeirinhos.
Já no terceiro setor “Rompendo Barreiras, Rompendo Fronteiras”, a ala dos compositores é apresentada para os jurados junto com a proposta de exportar o conhecimento com a formação acadêmica no interior do Amazonas e o impacto para todo o país. Temos a apresentação do terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Luís Miguel e Anna Flávia Nascimento – O Mundo aos Seus Pés.

(Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
O penúltimo setor, “As Mazelas Nascem da Ignorância” faz um apelo pela educação ambiental, a preservação e o uso consciente dos recursos naturais. Ele apresenta também o grupo de passistas,o segundo carro alegórico e cinco grupos de alas, entre eles o 18, que lembra a geração dos esquecidos, fala sobre o isolamento das comunidades.
Para fechar o desfile, o grande tema do enredo: Lux Sapientiae, A Revolução do Saber.” Marcada pelo último carro alegórico da escola de samba, é o setor que quer revigorar a tradição do conhecimento: tem as musinhas da Aparecida e também o casal mirim que defende o pavilhão, Fabrício Filho e Luíza Valentina.

(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)

(Foto: Jorge Alberto/A CRÍTICA)