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Central da Folia estreia nova temporada na TV A CRÍTICA

Programa aprofunda olhar sobre as escolas do Grupo Especial de Manaus rumo ao Carnaval 2026

Publicado em 24/01/2026 às 18h54
Central da Folia estreia nova temporada na TV A CRÍTICA
Foto: Divulgação

O Carnaval de Manaus começa muito antes da avenida. Ele nasce nos barracões, nos ensaios de rua, nas quadras e, principalmente, na vida das comunidades que mantêm as escolas de samba ativas o ano inteiro. É a partir dessa vivência que o Central da Folia inicia uma nova temporada na programação da TV A CRÍTICA, com um formato que aprofunda o olhar sobre as escolas de samba do Grupo Especial de Manaus e valoriza quem constrói o espetáculo.

A estreia ocorre nesta segunda-feira (26) e marca uma mudança importante na estrutura do programa. Pela primeira vez, cada episódio se dedica integralmente a uma única agremiação, o que amplia o espaço para a apresentação de projetos, histórias e do trabalho desenvolvido para o Carnaval de 2026. O Central da Folia vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras, às 21h, com transmissão pela TV A CRÍTICA (TV aberta), YouTube e A CRÍTICA Play. Ao todo, oito escolas participam da temporada.

Nesse novo percurso, o primeiro episódio abre espaço para a atual campeã, Reino Unido da Liberdade. Nos programas seguintes, o Central da Folia acompanha Presidente Vargas, Andanças de Ciganos, A Grande Família, Aparecida, Vila da Barra, Vitória Régia e Unidos do Alvorada, sempre respeitando a ordem oficial de desfile no Sambódromo.

Novo formato

Para o apresentador Luiz Rodrigues, a mudança fortalece ainda mais a relação entre o público e as escolas. “Agora a gente traz um programa inteiro somente para uma agremiação. Isso dá mais liberdade para cada comunidade mostrar um pouco mais daquilo que os brincantes esperam para o Carnaval de 2026”.

“A escola tem mais tempo para se mostrar, mostrar o seu Carnaval, o que vem fazendo ao longo dos ensaios técnicos e de rua. A ideia é fazer com que o público crie mais identificação com cada uma das oito agremiações que disputam o Grupo Especial de Manaus”, acrescenta o jornalista.

Segundo ele, essa aproximação também dialoga com quem ainda não escolheu uma escola para torcer. “É para que as escolas tenham tempo de cativar o público de casa, inclusive quem ainda não decidiu por qual escola torcer, ou até para despertar o interesse de novos brincantes, incentivando as pessoas a irem ao Sambódromo. Esse vínculo é o que a gente quer criar com o público”.

Bastidores

Além do tempo ampliado para cada agremiação, a nova temporada chega com estúdio repaginado e quadros reformulados. “O programa vem com mais samba, mantém momentos importantes como as musas, rainhas e madrinhas de bateria, traz mais conversa com os casais de mestre-sala e porta-bandeira, com a direção das escolas e também com a bateria, em um momento mais descontraído”, revela Rodrigues.

Essa relação de proximidade com quem faz o Carnaval também é destacada pela apresentadora Mayara Rocha, que divide a condução do programa com Luiz. “Eu não só apresento o Central, eu amo o Carnaval e amo contar histórias, essa junção é perfeita. A cada ano nossos laços são estreitados com quem faz essa folia acontecer”, afirma.

Segundo ela, essa convivência ao longo dos anos torna o programa mais natural. “A gente já conhece bem as rainhas, os casais de mestre-sala e porta-bandeira, todos os componentes. Como a gente já tem essa amizade, o programa flui com mais facilidade”.

O papel do Central

Para Mayara, o Central da Folia cumpre um papel fundamental na valorização das escolas e dos profissionais envolvidos no Carnaval. Ela reforça que mostrar os bastidores também é uma forma de reconhecimento.

“O orgulho maior é mostrar que o Carnaval de Manaus tem ótimos coreógrafos, carnavalescos, gente criativa demais. Quem vê o desfile lindo na avenida precisa conhecer esses profissionais e entender como toda essa engrenagem funciona. Esse é o papel do Central”.

Preparação

E essa entrega começa ainda no processo de preparação para a temporada. “Quando a gente ama um projeto como esse, tudo flui com mais facilidade. A gente se entrega de corpo e alma, se for com glitter, melhor ainda (risos). Todos os anos surgem figuras novas e a gente mergulha de cabeça nas histórias”.

O estudo faz parte da rotina antes das gravações. “A gente se esforça pra entregar o nosso melhor. Meu primeiro passo é ouvir todos os sambas-enredo. Estou no carro ouvindo, analisando cada um. Não é só decorar a letra, é entender cada trecho, a mensagem que a escola quer passar. Isso ajuda a comentar com propriedade”.

Esquenta

Além de mostrar os bastidores, o programa também funciona como um esquenta para a cobertura completa do Carnaval. “O Central da Folia abre essa temporada que só termina depois da transmissão das escolas de samba do Grupo Especial de Manaus. A cobertura respeita a ordem de desfile, traz visitas aos barracões, às quadras e às comunidades. É uma prévia do que o público vai acompanhar na nossa transmissão especial do Carnaval 2026”, explica Luiz.