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Com susto no fim, Aparecida finaliza desfile de olho no tetracampeonato

A atual campeã do Carnaval de Manaus reuniu o apelo pela proteção ao meio ambiente e a valorização do conhecimento em uma homenagem à Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Publicado em 02/03/2025 às 04h10 · Atualizado em 02/03/2025 às 06h11
Com susto no fim, Aparecida finaliza desfile de olho no tetracampeonato
Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA

Nesta matéria você vai ler: 

  • Como foi o desfile da Soberana. 
  • Homenagem e renovação. 
  • Problemas na saída. 

A atual campeã do Carnaval de Manaus, Grêmio Recreativo Escola de Samba (GRES) Mocidade Independente de Aparecida finalizou o desfile com 1h08m11s. A quinta escola a descer na passarela reuniu o apelo pela proteção ao meio ambiente e a valorização do conhecimento em uma homenagem à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

“O teu gigante poder é conseguir preservar. castanha, e açaí os frutos deste lugar. Matéria prima que dá água na boca, a universidade é cabocla”

O trecho do refrão do samba enredo ecoou no sambódromo às 1h37 da manhã deste domingo (02). A letra é uma composição assinada por Sidney Myngal, Naian Nascimento, Serginho do Cavaco, Caliomar Brandão, Luciano Canavarro, Paulo Medeiros, Sandro Romero, Davi Menezes e Alan Bayma e revela bem a proposta da Soberana para conquistar o tetracampeonato. 


(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)

Para celebrar os 25 anos da UEA a Aparecida mostrou, em cinco atos, o impacto da cultura cabocla encarnada no conhecimento científico. A primeira alegoria, a comissão de frente, foi um palco que remontou à Amazônia, com duas ocas indígenas centrais, sendo uma à frente e a segunda nos fundos, possui quatro troncos de árvores que sustentam a “lux”, que no enredo representa a luz do saber, mas foi no abre-alas que a escola reinventou a ideia da conexão entre os conhecimentos. O carro simulou uma nova versão do Amazonas, um mix entre tecnologia, meio ambiente e o ser humano, com florestas, pessoas e robôs, ou mesmo pessoas transmutadas, se propõe aí uma nova forma de viver. 


(Foto: Jorge Alberto/A CRÍTICA)

 

O trabalho da equipe do carnavalesco Saulo Borges teve uma grande inspiração na obra da historiadora amazonense Etelvina Garcia, “UEA Universidade Amazônica”, publicada em 2001. A Alegoria dois trouxe o nascimento do centro de ensino com a referência de que ela surge e cresce no seio da floresta Amazônica, em meio a flora, sobre os rios, entre barrancas, entre os animais e no centro do imaginário caboclo. 


(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)

 

Renovação 

Muito além da grande homenagem ao conhecimento, a Soberana também trouxe um apelo pela valorização da diversidade, da vida e da fauna amazônica. A estratégia foi chocar, criar um cenário de caos, de abandono, de miséria humana. Ela representou o Brasil, mas também qualquer nação que menospreza a Educação e a Sabedoria, e privilegia tudo o que nada acrescenta para um país e sua população. 

“Sem educação, sem sabedoria, sem investimentos devido na área, nas escolas e academias, o povo tende a amargar realidades cruéis, não tem qualquer perspectiva de melhorar de vida, e vive na pobreza, virando índices, números da violência, como já vemos no Brasil. Quantos já nascem condenados à miséria, à fome e crescem na violência?” questiona a proposta da escola. 


(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)

 

A apresentação fecha com a resposta para a perpetuação do patrimônio universal, do conhecimento e da vida: a renovação. Na ala dos compositores essa força é apresentada como fator que rompe barreiras. Com os Para fechar o desfile, o grande tema do enredo: Lux Sapientiae, A Revolução do Saber.” Marcada pelo último carro alegórico da escola de samba, é o setor que quer revigorar a tradição do conhecimento: tem as musinhas da Aparecida e também o casal mirim que defende o pavilhão, Fabrício Filho e Luíza Valentina. 


(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)

 

Susto no fim

Ainda com quarto e quinto setores na avenida, a Mocidade teve problemas para encerrar o desfile. Os carros alegóricos travaram na saída do percurso e impossibilitaram que a finalização ocorresse como planejado. A solução encontrada foi dispersar as alas pelas laterais, entre os carros alegóricos travados. A apreensão tomava conta de toda a comissão, mas quando o temporizador marcou 1h03 de desfile o problema começou a ser solucionado e os carros destravaram. 

O problema foi o tempo curto para a saída dos demais integrantes, as alas finais. Faltando 15min para o tempo limite a bateria ainda não havia saído, e a correria acabou se tornando a saída para que a escola finalizasse o desfile dentro do cronograma do regulamento. Sem mais problemas, a Soberana finalizou o desfile às 2h45 com 1h08min e 11 segundos.


(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)


(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)


(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)