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Curta amazonense ganha destaque no eixo euro-asiático

Filme ‘Terra Nova’ figura em festivais na Turquia e na Suécia, como o Istambul Film Awards e o Lulea Film Festival

Publicado em 11/08/2021 às 20h27 · Atualizado em 09/03/2022 às 00h58
Curta amazonense ganha destaque no eixo euro-asiático
Foto: Trama conta a história das irmãs Karol e Isabela (Foto: Larissa Martins/Divulgação)

O curta-metragem amazonense “Terra Nova”, dirigido por Diego Bauer, fez parte da seleção mensal de julho de dois festivais entre o eixo da Europa e da Ásia: ganhou prêmio de melhor filme estrangeiro no Istambul Film Awards, na Turquia, e foi selecionado como uma das melhores produções do mês no Lulea Film Festival, na Suécia. As seleções marcam o início da trajetória do filme em festivais internacionais.

Realizado pela Artrupe entre novembro e dezembro do ano passado, o filme conta a história de Karoline, uma atriz de teatro que, em abril de 2020, vai a uma agência da Caixa solicitar o seu auxílio emergencial. O elenco reúne as atrizes Karol Medeiros e Isabela Catão, que vivem Karoline e Isabela. Isabela é irmã de Karoline, que perde o emprego e a acompanha no seu trajeto à Caixa, uma vez que o seu trabalho fica perto da agência. No filme, Isabela tenta reaver seu emprego.

O diretor do curta, Diego Bauer, comemorou a seleção: “Filmes são feitos para serem vistos, e quanto mais longe eles chegam, mais se cumpriu o objetivo do projeto. ‘Terra Nova’ é inspirado numa estética europeia de cinema, em filmes que tratam sobre os dramas de pessoas comuns em períodos conturbados social e economicamente. Então iniciar a trajetória em festivais europeus é um motivo de empolgação pelo que isso pode representar de visibilidade, mas também um reconhecimento do que nos inspirou para chegarmos ao resultado final”.

Temática

Com 22 minutos de duração, “Terra Nova” é composto pela mesma equipe que realizou o filme anterior de Bauer, “Enterrado no Quintal”, e tem como tema a condição de ser artista em Manaus dentro do contexto de crise econômica e pandemia.

“Toda a equipe do filme tem em comum o drama da Karoline, pois todos se viram sem perspectiva de emprego, e descredibilizados por um momento do País em que ele vira as costas a sua cultura, e trata o artista como vilão. Sem dúvida é um filme que tem a fúria como elemento importante, por sabermos que não precisaríamos passar por este momento com tanta sabotagem deliberada. Poder realizar o filme com uma equipe formada por artistas com anos de carreira é um privilégio, e também um posicionamento político”, finaliza Bauer.