Curta amazonense ‘Jamary’ é selecionado para o Cine Fantasy
Produção, que fala sobre a lenda do Anhangá, é dirigida pelo ator e diretor Begê Muniz. Evento é voltado para o cinema fantástico brasileiro e internacional
Com elementos amazônicos misturados ao gênero da fantasia, o curta-metragem “Jamary”, dirigido pelo ator e diretor amazonense Begê Muniz, foi selecionado para a 11º edição do Cine Fantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico. A produção integra a categoria “Fantasteen”, voltada para o público infanto-juvenil e para a formação do público consumidor de cinema fantástico. O evento acontece de 16 a 29 de abril e o filme poderá ser assistido neste período, de forma virtual, por meio do site www.cinefantasy.com.br.
Na trama, a pequena Ane, interpretada pela atriz Júlia Cabral, é uma menina que mora na zona rural de Manaus, e que passa as tardes brincando nos arredores da floresta com seus primos Madson (Carlos Eduardo) e Janice (Clara Leonel). De acordo com Begê, ela se depara com o Anhangá, um espírito indígena presente na cultura de várias etnias do País. Mas, ao adentrar mais profundamente na floresta, Ane encontra uma verdadeira assombração.
“Era a estreia que esperávamos, por ser o maior festival de cinema fantástico do Brasil. Uma vez que nosso curta-metragem tem esse caráter de fantasia, considerando elementos amazônicos, era nosso maior objetivo estrear nesse festival”, celebra Begê. O filme foi gravado no mês de dezembro do ano passado, na zona rural da capital. Nesse período de pandemia, ele alega ser extremamente importante a divulgação virtual do projeto. “A maioria [dos festivais] são realizados online e as pessoas poderão assistir ao filme de forma gratuita, aumentando o alcance do público”, pondera.
Muniz, conhecido pela atuação na novela “Além do Horizonte” (2014), da Rede Globo; e nos filmes “A Floresta de Jonathas” (2012) e “Antes o Tempo Não Acabava” (2016), agora inverte os papéis: com o curta, ele celebra a sua estreia também no ramo da direção audiovisual. “Eu adorei a experiência. Já estou escrevendo o novo roteiro de ‘Jamary’, que irá se tornar um longa-metragem. Acho que essa temática, seus personagens e a defesa do meio ambiente são super atuais e necessárias”, aponta ele, que planeja uma carreira internacional para o filme.
As nuances da direção de Begê com os atores de “Jamary” buscam explorar a profundidade de cada um, segundo ele. “Sobre as cenas e suas performances, tive a sorte de contar com atores experientes como Rosa Malagueta, e poder direcionar estreantes como a Júlia Cabral, Carlos Eduardo e Clara Leonel, que são o elenco ‘teen’ do filme. E me interesso muito por fotografia. Acho a Amazônia um lugar cheio de possibilidades que podem ser aproveitadas nesse sentido”, destaca o diretor.
Próximo projeto
Muniz acaba de finalizar os trabalhos na direção de outro curta-metragem, intitulado “Porcelana”. “O projeto em si é da Eliana Andrade, que também foi diretora de arte no curta ‘Jamary’. Ela me convidou para dirigir esse filme, que é mais experimental, completamente diferente do outro”, comenta ele. “Porcelana” conta a história de uma bióloga que mora em Iranduba (AM) e que enfrenta a perda de um ente querido. “O curta começou a ser gravado em dezembro do ano passado, mas só foi finalizado no mês de fevereiro, e ainda será inscrito em festivais”, completa o diretor.
Saiba mais
O curta “Jamary” foi premiado pelo Edital Conexões Culturais Manaus – Lei Aldir Blanc 2020. Já o filme “Porcelana” foi contemplado pelo Edital Encontro das Artes – Lei Aldir Blanc 2020.