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A Crítica
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Customizar roupas e bolsas é uma opção para dar nova cara a itens antigos

A cultura da customização começou com os punk's e perdura até hoje em todo o mundo

Publicado em 12/11/2016 às 16h30 · Atualizado em 11/03/2022 às 21h09
Customizar roupas e bolsas é uma opção para dar nova cara a itens antigos

Customizar roupas sempre teve um efeito “boomerang” – de vai e volta – na moda. “Mas acho que agora há um momento muito forte nisso. Você vê desfiles brasileiros ou gringos com muita interferência e cara de customização, porque nos desfiles acabam planejando deixar a peça com cara de ‘feito em casa, de qualquer jeito’, mas não é feito em casa de qualquer jeito. É uma coisa bem pensada, planejada”, declara a artista plástica Juliana Ali, 39, rosto do site Juliana E A Moda (julianaeamoda.com).

De São Paulo, Juliana é famosa por customizar bolsas “bem do jeitinho” que o cliente pede. Seu Instagram (@julianaali) tem mais de 44 mil seguidores. “O que hoje está bombando na customização de roupas são os patches – apliques de tecidos”, pontua. Mas, na moda, a customização sempre teve a sua “cara” no seu tempo – que vem muito antes do agora.

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“É um processo. Desde o tempo dos punk’s se customiza. Os punk’s rasgavam as calças, pintavam as jaquetas, usavam aquelas interferências de alfinetes, broches”, declara ela. Outra adesão que ela diz ver muito são as roupas com efeito “surrado”. “O detonado, rasgado e manchado de tinta é uma tendência que veio de cinco anos para cá, mas que continua bastante até hoje. Tem muita interferência de descoloração de tecido, do Tie Dye dos anos 70 nas roupas”, coloca ela.

Segundo Ali, seu processo criativo está baseado no desejo de suas clientes. “Muita gente me procura dizendo ‘eu quero exatamente isso na minha bolsa’, e eu faço o que a pessoa quer. Antes de começar, eu faço no Photoshop um esboço de como vai ficar a customização. Às vezes, faço vários até a dona aprovar. Quando ela aprova o esboço começo a trabalhar”, diz ela, lembrando que sua maior inspiração é o mundo e a vida. “É o que eu gosto, o que vejo”.

Superação

A comunicóloga Bianca Cordeiro, 37, usa a customização de roupas como terapia. “Perdi meu pai e minha filha, que nasceu prematura”, diz. A oficina de pedraria que ela montou (@biancacordeiro7) a ajuda bastante a seguir. Ela começou a customizar as primeiras peças em 2012, com pérolas, miçangas, paetês, canutilhos, patches e taxas espike. Customizando – segundo ela – não perdemos peças de valor sentimental. “Hoje as grandes marcas estão personalizando, e a tendência é deixar a roupa mais parecida com você. Agora estão pondo no jeans o nome, as iniciais ou até apelido, feito à mão, com o seu jeito”, declara.