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É tempo de carnavalizar: histórias de Carnaval para além da avenida

Convidamos três personalidades que vivem e respiram o Carnaval para contar um pouco da sua relação com a festa e falar sobre as expectativas para este ano

Publicado em 01/03/2022 às 22h05 · Atualizado em 12/03/2022 às 13h34
É tempo de carnavalizar: histórias de Carnaval para além da avenida

Que o Carnaval é uma das datas festivas mais queridas no Brasil, não há dúvidas. Afinal, como diz o ditado popular, o ano só começa depois da Quarta-feira de Cinzas. E se, por conta da Covid-19, não foi possível festejar de maneira apropriada em 2021, agora, com a melhora do cenário pandêmico e a maior parte da população com suas vacinas em dia, as expectativas para 2022 são bem melhores.

Pensando nisso, convidamos três personalidades que vivem e respiram o Carnaval para contar um pouco da sua relação com a festa. São eles: Janaína Luz, Juca Semen e Rossy Amoedo.

De volta à avenida

Formada em Direito e Administração, com MBA em Finance Banking e Gestão Empresarial, Janaina Luz é já foi casada por 14 anos com o filho do músico Martinho da Vila, e agora, após mais de vinte anos longe da Marquês de Sapucaí, volta a desfilar pelo G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel, escola da qual já foi Rainha de Bateria em três carnavais.

“Este ano, o Carnaval tem um sabor especial. Primeiro por conta da abstinência que estávamos das festas populares e segundo porque estou voltando para a avenida depois de 20 anos, justamente na escola que me consagrou como Rainha de Bateria. Para completar, a escola vai homenagear o Patriarca Bamba do samba, meu ex-sogro e avô da minha filha, Martinho da Vila, que particularmente amo com todo carinho”, afirmou Janaina.

Orgulho parintinense

Nascido em 1977, Rossy Amoedo concluiu seus estudos na Ilha Tupinambarana onde surgiu a paixão pela vida artística. Rossy transformou-se em um excelente artista plástico, completamente autodidata. Seu talento peculiar permitiu a sua profissionalização. Artista plástico há mais de 15 anos no Carnaval carioca, assinou trabalhos nas escolas de samba Beija-Flor, Mangueira, Portela, Imperatriz, Vila Isabel, Grande Rio, União da ilha, entre outras.

“O carnaval quebra barreiras. A gente vê ali um um teatro a céu aberto, um trabalho de muitas comunidades que, durante aquele curto período, conseguem esquecer os problemas de uma sociedade complexa. O Carnaval é muita alegria, muito sentimento, é uma explosão de criatividade compartilhada por todos aqueles que estão assistindo”, disse Amoedo.

Paixão de infância

O empresário Juca Sêmen, que também é responsável por uma das festas mais queridas da cidade (a Feijoada do Bola Preta, que este ano será realizada no dia 12 de março, no Clube Social do Sesi), conta que seu amor pelo Carnaval começou cedo, mais precisamente quando ele ainda era criança e ia com o pai para os bloquinhos infantis da cidade.

“Fui crescendo e continuei gostando de Carnaval. Na década de 70, tinham bailes maravilhosos, como o da Kamélia, o do Hawaii, do Olímpico Clube, entre outros. Nos anos 80, fui fazer faculdade no Rio de Janeiro. Foi quando conheci o Cordão do Bola Preta e ele se tornou um dos meus favoritos. Tanto que, em 2018, quando ele completou 100 anos, decidi realizar uma feijoada para celebrar a data aqui em Manaus, que foi um sucesso. Enfim, Carnaval para mim é tudo, eu passo o ano todo esperando esse momento”, concluiu Juca.