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Em concerto, orquestra transforma clássicos do Rock em música clássica

Evento, em alusão ao dia Mundial do Rock, foi realizado pela Orquestra Jovem do Liceu de Artes e Ofício Claudio Santoro. Repertório teve cações de Queen, Nirvana e até Linkin Park

Publicado em 14/07/2022 às 00h26
Em concerto, orquestra transforma clássicos do Rock em música clássica
Foto: Arlesson Sicsú

Hinos do rock internacional ganharam áreas de erudição através da Orquestra Jovem do Liceu de Artes e Ofício Claudio Santoro, que neste dia 13 de julho realizou um concerto sinfônico em alusão ao dia Mundial do Rock, comemorado nesta quarta-feira. O evento foi realizado no Salão de Regência do Sambódromo de Manaus, localizado no bairro Flores, Zona Centro-Sul.  

No repertório do concerto estavam canções dos mais diversos períodos e vertentes do rock: indo dos clássicos dos anos 1980 (como Love Of My Life, do Quenn, e Living On A Prayer, do Bon Jovi), ao grunge da década de 1990 (como Smell Like Teen A Spirit, do Nivarna), e até o New Metal dos anos 2000 (como Numb, do Linkin Park).  


(Foto: Arlesson Sicsú)

Para o professor de música, Robert Ruan, que levou alguns de seus alunos para acompanhar o concerto, este foi um momento não apenas de celebração do Rock, mas da música como um todo.   

“Trouxe os alunos para acompanhar. Foi uma maravilha e essa mistura só mostra que a música em si é só uma. A gente tem mania de classificar, colocar nas caixas, dizendo ‘rock é isso’, ‘MPB é aquilo’, mas a música é uma só e dá para fazer tudo com trabalho e criatividade”, afirma o educador. 

O evento contou com a participação de alunos da Liceu de Artes e Ofícios, além de familiares dos jovens músicos e amantes do rock e da música clássica.  

O concerto em si foi comandado pela professora e violinista búlgara Elena Koynova. Segundo ela, o evento surgiu a partir de uma ideia de uma aluna, o que possibilitou a ela uma nova abordagem dentro da sala de aula, juntando a música clássica com o rock and roll. 


(Foto: Arlesson Sicsú)

“Uma aluna chegou um belo dia com um arranjo na mão, era do Bom Jovi, e me perguntou ‘será que dá para tocar isso?’ e disse ‘é claro’, surgindo essa ideia. Todos ficaram super empolgados e deu super certo essa junção”, relata a musicista. 

Ainda de acordo com a artista búlgara, a montagem deste concerto lhe possibilitou estreitar laços com os estudantes – muitos moradores de áreas carentes da capital – que até apresentaram sugestões para o setlist do evento. 


(Foto: Arlesson Sicsú)

“No final das contas, quando você ensina – não importa se é matemática, história ou qualquer outra coisa – você precisa só precisa da colaboração dos seus alunos. Temos que ‘enfeitiçar’ eles, de uma forma que eles estejam de fato com você, porque só vamos ajudar eles naquilo que estão interessados em aprender”, afirma Elena Koynova.