Enfermeiros falam sobre data e desafios da profissão
Em Manaus, o 'Dia do Enfermeiro' foi celebrado com série de atividades, que fazem parte da 73ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn), promovida pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn)
No dia 12 de maio, é comemorado o Dia do Enfermeiro, profissão que exige cuidado, respeito e principalmente amor. E para falar sobre a data, o enfermeiro Robson Onofre conta em entrevista ao portal acrítica.com, os principais desafios e alegrias da profissão. “ Desde pequeno, soube que meu destino era cuidar do próximo. Minha mãe é enfermeira e isso sempre me influenciou a seguir este caminho. Não me imagino fazendo outra coisa que não seja o meu trabalho”, conta Robson que é profissional da saúde há 23 anos.
Robson Onofre conta ainda que a enfermagem é um desafio diário. “Fazer enfermagem não é só vestir uma roupa branca e ir para o hospital. É muito mais que isso, tem que fazer por que gosta, sem pensar no financeiro, ter foco exclusivamente no paciente”, completa Robson que é enfermeiro do Serviço de Pronto Atendimento, SPA, do Galiléia, Zona Norte de Manaus.
Para a técnica e estudante do 4° período de enfermagem, Luciana Thereza Peixoto Vieira a profissão é um dom. “Sempre gostei de tratar as pessoas da forma como sou tratada. Então quando escolhi a enfermagem abracei a profissão. A enfermagem não é só o ato de saber, é uma arte diária. Gosto de comparar o enfermeiro ao pedreiro, por que assim como ele, constrói em cima do que é diagnosticado pelo médico (engenheiro) que usa sua sabedoria para descobrir a doença e cabe a nós (enfermeiros) tratar”.
Luciana, que há quatro anos é técnica de enfermagem da urgência e emergência da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, Fcecon, diz que é difícil não se emocionar com as histórias dos pacientes. “Sempre me lembro da história de uma paciente minha chamada Carla. Ela tinha 23 anos e era recém-formada em educação física quando foi diagnosticada com um sarcoma. Ela teve várias partes de seu corpo mutiladas pela doença e nunca baixou a cabeça ou perdeu a fé. Em novembro de 2009, em meio à recuperação, Carla fez uma festa para comemorar seus 24 anos e chamou toda a equipe de enfermagem do Fcecon. Dois meses depois Carla faleceu, após descobrir a volta do tumor em várias partes de seu corpo. Eu chorei muito pela morte de uma pessoa tão jovem e tão guerreira”, contou a técnica emocionada.
Em Manaus, a data foi celebrada com série de atividades, que fazem parte da 73ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn), promovida pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). A programação pode ser acompanhada no site da FCecon (www.fcecon.am.gov.br www.fcecon.am.gov.br ).