Espantalho volta à ativa em show no Casablanca Pub
Os fãs que estavam presentes receberam de volta uma das bandas mais significativas da cena autoral amazonense
A banda Espantalho é a prova de que os ventos estão a favor da música independente. Com 17 anos de estrada, o grupo resolveu voltar à ativa depois de um hiato de cinco anos longe dos palcos.
O grande show de retorno aconteceu no último sábado, dia 1º, no Casablanca Pub. Fãs não faltaram para lotar a casa: o público cativo fez fila para entrar e mandou bem no coro que acompanhou os maiores hits da banda.
O vocalista Marcos Terra Nova ficou satisfeito com o resultado. “Já suspeitava que ia aparecer bastante gente”, disse.
O som da banda Anônimos Alhures e o set list dos DJs Mandrake e Livie Pop ajudaram no aquecimento para a Espantalho, que preparou um repertório com velhos novos sucessos, como “Bang Bang”, “Fogos de Artifício” e “Reconquistar”.
“Fiquei surpreso quando vi o público cantando até mesmo as músicas que ainda nem foram lançadas”, disse Terra Nova.
A banda deixou os maiores sucessos para o final: “Qual É?”, “Colar de Estrelas”, “O Extraordinário” e “Patchuli” levaram a galera ao delírio, fechando em grande estilo a volta de uma das bandas mais significativas da cena autoral amazonense.
NOVOS RUMOS
Sobre a pausa que a banda fez em 2007, o vocalista contou que os motivos não foram por causa da desunião da cena musical em Manaus, o que ele considera um mito.
“Tínhamos que dar um foco às nossas vidas profissionais. Nós tocamos por amor à música, porque ganhar dinheiro com isso ainda é complicado”, declarou.
A cobrança e o carinho dos fãs também tiveram contribuíram para o retorno da banda. Daqui para a frente, a meta da Espantalho é amadurecer e consolidar o seu trabalho autoral. Nos planos dos integrantes estão a gravação do segundo álbum, que deve ter de 10 a 14 músicas, incluindo a regravação de “Foxtrote” e “Tempo de Despedida”, e o lançamento de um site oficial.
“Bandas como a nossa precisam botar o pé na estrada”, afirmou Terra Nova, revelando o desejo da Espantalho em divulgar o trabalho fora do Estado. Para isso, os músicos pretendem articular parcerias com festivais e produtoras independentes.