Espetáculo homenageia clássicos do terror em noite de halloween do Teatro Amazonas
A noite de Halloween aconteceu na noite deste sábado (29)
“O que é a existência? É a continuidade do sangue. Mas o que é o sangue? É a razão da existência”. Com a promessa de tomar a alma dos visitantes que adentram a casa, é com um monólogo que Zé do Caixão recebe a plateia no já consagrado Halloween do Teatro Amazonas. Neste sábado (29), centenas de pessoas se aterrorizam na viagem à sombria – mas não menos divertida – peça: “Pânico na Casa de Ópera: uma viagem aos filmes de terror”
Interativo, o espetáculo foge do imaginário comum e deixa as poltronas e frisas como acessório. A No lugar, todo o suntuoso Teatro vira palco da peça que mistura incontáveis referências dos mais variados clássicos do cinema de terror. Zé do Caixão passa o bastão de anfitrião para Mortícia e Gomez, da Família Addams, que ficam responsáveis por guiar a plateia pelos corredores. Cada sala é um cenário para um novo exorcismo e os gritos ecoam pelo salão nobre.
Esta foi a terceira edição do especial de Halloween, fruto de uma ideia plantada lá em 2019. O sucesso absoluto, para a direção do Teatro, ficou claro nesta edição de sábado. Tão claro que, com fila que dava a volta no quarteirão do Largo São Sebastião, às pressas a direção abriu uma sessão extra. Com intervalo de cinco minutos de uma apresentação para a outra, a noite terminou com três sessões e mais de 400 pessoas de público. Sucesso absoluto, avaliou a gerente de turismo Aline Santana.
“No primeiro ano, a história era fictícia. no segundo ano, a temática girou em torno de uma pesquisa que contemplava o histórico paranormal da casa. Deveríamos ter feito em dois dias. A demanda do público aumentou muito. Já está no calendário. É um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A cada ano tentamos inovar e agregar ações e intervenções. Com a demanda que ultrapassou, tivemos que abrir uma sessão extra”, conta.
Normam Bates e a famosa cena de psicose colocam o público no clima de terror, logo após uma bela performance de Lacrimosa, de Mozart. A plateia, das poltronas, ainda não imagina o que vem pela frente. Quando o Fantasma da Ópera passa pelos andares de cima em busca de Christine, é a deixa para que os Addams puxem os convidados para o segundo pavimento. Foi ali, então, que o terror iniciou. Quem assinou a direção foi Jorge Kennedy.
“Tem que ter coragem para fazer um trabalho desses. Ele apresenta muitos desafios. O grande desafio é você levar o roteiro, fazer com que ele acontece sistematicamente sem ser desestruturado pelo que pode acontecer no caminho. Todos têm que estar completamente conectados. Graças a isso, conseguimos mostrar algo inovador. A plateia delirou. Se divertia, ria. Ela abraçou a imersão e foi se deliciando. A plateia amou estar perto dos artistas, da cena e do que estava acontecendo. De certa forma, a plateia fazia parte também”, comenta o supervisor cultural.

(Foto: Isabella Pina)
Nesta edição, a programação não se limitou ao terror dentro do teatro. Do lado de fora, desde as primeiras horas da noite, o Largo São Sebastião tinha a movimentação de oficinas e até flashmob. A proposta é envolver toda a população e promover, a cada ano, um evento ainda maior, explica a gerente de turismo. Para a próxima edição, a expectativa, além de realizar o evento em dois dias, é aumentar, também as atividades.