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HQ amazonense ‘A Última Flecha’ está disponível no catálogo da Social Comics

O quadrinho é roteirizado pelo jornalista, roteirista e cineasta Emerson Medina, com arte do cartunista, quadrinhista e roteirista Romahs Mascarenhas

Publicado em 30/11/2022 às 15h24 · Atualizado em 30/11/2022 às 15h49
HQ amazonense ‘A Última Flecha’ está disponível no catálogo da Social Comics
Foto: Divulgação

Um roteiro para curta-metragem foi adaptado para os quadrinhos e assim nasceu a HQ amazonense “A Última Flecha”. O quadrinho, que é roteirizado pelo jornalista, roteirista e cineasta Emerson Medina, com arte do cartunista, quadrinhista e roteirista Romahs Mascarenhas, agora faz parte do catálogo da Social Comics, maior plataforma de quadrinhos digitais do País. Além das nacionais, a plataforma – que funciona como um streaming – também disponibiliza HQs de editoras internacionais como os da franquia Star Wars. 

“A Social Comics passou a ter um olhar mais atento pra produção em quadrinhos fora do eixo Rio e São Paulo, se apresentando como uma grande janela de divulgação dos quadrinhos dessas regiões como Norte, Nordeste, Centro-Oeste. Nesse sentido, muito do catálogo recente deles tem absorvido produções do Norte, e com isso chegaram até nós do ‘A Última Flecha’”, destaca o roteirista Emerson Medina. 

Sinopse

De acordo com Emerson, a história da HQ é de 2011. Era inicialmente um roteiro para curta-metragem e, depois, ele decidiu adaptar para os quadrinhos. “A arte magistral é do Romahs Mascarenhas que assina as tiras da Bia & Luli que saem no A CRÍTICA; e também é artista da Mauricio de Sousa Produções da Turma da Mônica. A HQ é de teor jovem adulto. Na plataforma a classificação é acima de 18 anos”, comenta. 

“A história é de vingança com elementos de fantasia. Guajá é o único sobrevivente do massacre de seu povo indígena por piratas no período da colonização do continente. O elemento fantasioso entra em cena fazendo essa vingança chegar até os dias atuais. A história avança e volta no tempo, passando pela Bella Époque de Manaus”, resume a sinopse. 

Produção

Para Romahs Mascarenhas, o processo de produção de “A Última Flecha” foi muito trabalhoso, porém agradável. Essa é a sua primeira Graphic Novel autoral.

“O Emerson trouxe esse roteiro pra mim, era um roteiro originalmente escrito pro audiovisual e eu achei muito interessante. Ele me propôs que eu transformasse em quadrinhos e eu adaptei. Fiz mesmo uma adaptação do roteiro e foi muito legal, saiu uma historinha bem curta e o Emerson pediu pra que eu ampliasse, transformasse numa história mais longa, num quadrinho mais longo. Então eu dupliquei a quantidade de páginas, acrescentando mais quadrinhos, desmembrando as cenas… Isso valorizou muito a história, né? Ela pôde respirar bem, com bastante dramaticidade nas cenas que o Emerson criou”, comenta Romahs.

O quadrinhista frisa que Sidney Gusmam, um dos maiores especialistas em quadrinhos do Brasil, foi um fator determinante para que as pessoas conhecessem esse trabalho fora do eixo Norte. 

“Eu convidei o Sidney Gusmam pra escrever o prefácio e ele disse que era de praxe ele ler o produto e escrever o prefácio se ele realmente acreditasse na qualidade do que ele tinha em mãos. E foi um batismo de fogo, né? Porque ele leu, adorou e escreveu com gosto. E isso ajudou muito, porque depois a gente ficou entre os melhores lançamentos daquele ano, se eu não me engano 2019, pelo site especializado, referência em quadrinhos, Universo HQ”, recorda.

Destaque

Desde que foi lançado em 2019, o quadrinho alcançou alguns destaques. “Foi indicado a dois prêmios nacionais de quadrinhos (Aberst 2020 e HQMIX 2020); entrou no Guia Brasil de quadrinhos, uma curadoria da Bienal de Quadrinhos de Curitiba; foi lançada nos Estados Unidos pela Tucupi Books, editora sediada na Califórnia e  isso certamente chegou aos selecionadores da Social Comics”, ressalta Emerson.

Saiba mais
 
>>Plataforma

A Social Comics é um aplicativo de leitura de quadrinhos digitais via streaming disponível para web, iOS e Android. Segundo Emerson Medina, vários títulos podem ser lidos, inclusive, de graça por quem assinar.