‘Lugar de mulher é onde ela quiser’: Alvorada entrega desfile com foco no empoderamento feminino
A escola, que se apresentou com três carros alegóricos e dois tripés, exaltou a mulher no contexto geral, desde a criação de Eva, quando Deus a colocou no Paraíso para ser a companheira de Adão
Com um espetáculo dividido em três setores, a Unidos do Alvorada concluiu a apresentação em 1h10m08s. Com surpresas e manifestos na Avenida, a agremiação defendeu o enredo “Divina mulher: a beleza, a força, a criação” na noite deste sábado (1º). Ela foi a terceira escola a desfilar na passarela do samba.
A escola, que se apresentou com três carros alegóricos e dois tripés, exaltou a mulher no contexto geral, desde a criação de Eva, quando Deus a colocou no Paraíso para ser a companheira de Adão. A mulher empoderada, a mulher do dia a dia e a mulher que luta pelo seu espaço foram algumas das representações.

Passista grávida samba durante a apresentação da Unidos do Alvorada (Foto: Daniel Brandão/A Crítica)
No primeiro setor, a escola apresentou a “Divina Criação”. O módulo alegórico da comissão de frente, intitulado “A ordem cósmica e a perfeição divina”, exaltou o templo das guerreiras Kvinnas e as colunas de prata, símbolos de perfeição e alinhamento cósmico.
A primeira alegoria, “No Éden, a mais bela criação”, representou a mais bela criação divina, Eva. Como cenário, a beleza do jardim do Éden. O 1ª casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira defenderam a “Inebriante luz”, que representa o poder da criação e a luz que a mulher representa.

(Foto: Junio Mattos)

(Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)
Homenageadas
As Alas homenagearam grandes mulheres da história como: Maria da Penha, Dandara, Chiquinha Gonzaga, Maria Quitéria, inclusive a porta-bandeira Ednelza Sahdo (em memória), entre outras damas da história do Carnaval.
A Alvorada levantou uma pauta feminista contundente, levando para a avenida um grito de ‘basta’ ao feminicídio. Mulheres fortes e resilientes, que transcenderam o tempo, e crianças foram exaltadas e celebradas em um desfile que reforçou a importância da igualdade de gênero e da valorização da vida feminina.
Enquanto isso, a torcida organizada “Rasta Alvorada” emanava boas energias e declarava todo apoio à escola do coração. A doméstica Socorro Santos, 63, integrou a Ala das Baianas por muito anos. Hoje, ela assiste ao espetáculo de pertinho, da grade: “a Alvorada é minha escola de coração e jamais eu vou deixar de vir para o Sambódromo prestigia-la. Eu amei o desfile, a comissão de frente estava maravilhosa. Tudo lindo!”.

(Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)
30 anos de história!
Dividida em três setores na Avenida: a criação, a força e a beleza, a última alegoria comemorou os 30 anos da escola, celebrado em 15 de maio.
Ao fim do desfile, o presidente da Escola, Mário Jorge falou com ACRITICA.COM, e avaliou o desfile da azul e branco. “*Alvorada é isso, essa energia, é comunidade, é samba no pé, é mulher divina, é divina mulher. É o coração pulsando forte. E é dizer para vocês que esse é meu lugar, a minha raiz. Eu sou alvorada, eu sou feliz”, declarou ele. E complementou: “A escola está esperando conquistar o título!”.

(Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)

(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

(Foto: Junio Mattos)

(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

Terceiro casal de mestre sala e porta-bandeira da Unidos da Alvorada (Foto: Paulo Bindá)