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Matheus Sabbá pelo Brasil afora

Em breve, o ator e diretor de teatro Matheus Sabbá, de Manaus, estreia duas produções: 'O Menino Maluquinho', em Belém, e ‘Isolda/Tristão’, em São Paulo

Publicado em 30/08/2023 às 19h52 · Atualizado em 30/08/2023 às 20h05
Matheus Sabbá pelo Brasil afora
Foto: Reprodução

Matheus Sabbá, ator e diretor de teatro, de 27 anos, natural de Manaus, exemplifica como o amor pelo teatro é capaz de ir além de fronteiras geográficas e culturais. 

Neste mês de setembro, o amazonense estará à frente de duas produções teatrais, uma em Belém, nos dias 1º, 3 e 5, e outra em São Paulo, em 15, 17, 19, 20, 22 e 23. 

Primeiros Passos

Com sua admiração por este tipo de manifestação artística enraizada desde os oito anos, Matheus iniciou sua jornada nas artes cênicas como ator mirim e, no decorrer do tempo, expandiu seus horizontes, graduando-se em teatro na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

A entrega e paixão no que diz respeito ao teatro e à ópera tornaram Matheus uma figura proeminente na cena cultural da capital amazonense, o que pôde abrir portas para possibilidades de atuação em outras localidades do Brasil, incluindo São Paulo, onde reside atualmente. 

“É um desafio estar em São Paulo, porque é outra dinâmica, é outra região e são novas pessoas. Porém, é um desafio gostoso, porque nos incentiva a buscar e a pesquisar cada vez mais, e a entender outros moldes de produção teatral”, acrescenta. 

Espetáculos

Em uma parceria artística, Matheus atua como assistente de direção na produção ‘Isolda/Tristão’ no Theatro Municipal de São Paulo. 

Sob a direção de Guilherme Leme, esta ópera contemporânea redefine o mito de Tristão e Isolda, explorando a força da figura feminina e abordando questões urgentes relacionadas à crise dos refugiados em todo o mundo. 

“Diferentemente do final clássico atribuído à narrativa, onde os dois falecem e o amor é impossível, agora, os três personagens principais da obra se juntam para que eles consigam transportar os povos para lugares seguros, para lutar pelo fim dos muros no mundo. Então, existe essa tentativa de misturar a contemporaneidade, uma temática que é atual, com uma história e lenda de amor milenar”, afirma. 

O espetáculo é realizado pela Orquestra Sinfônica Municipal, Coral Paulistano e por um Corpo de Baile. 

Retorno às raízes

Em paralelo, Matheus está envolvido na direção da remontagem da ópera ‘O Menino Maluquinho’, em Belém. 

A produção em questão é, para ele, particularmente especial, pois marca um retorno às suas raízes, já que o espetáculo é proveniente de uma colaboração prévia com o Festival Amazonas de Ópera, que desempenhou funções significativas em sua carreira. 

“Poder, mais uma vez, viabilizar uma ópera com elenco nortista, na região Norte, fortificando a nossa produção artística nortista, é ótimo, porque mostra que nós somos válidos, que o Norte existe e que os profissionais da nossa região têm uma qualidade artística e podem trabalhar em qualquer lugar do planeta.”, diz. 

A ópera ‘O Menino Maluquinho’, do compositor Ernani Aguiar, será apresentada no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz, sob a regência do maestro Gabriel Rhein-Schirat

A história gira em torno da busca pela liberdade de um menino e sua jornada para encontrar a felicidade. ‘O Menino Maluquinho’ estreia no Theatro da Paz nos dias 1º, 3 e 5 de setembro. 

Os ingressos de ambos eventos estão disponíveis nos sites dos respectivos teatros. Informações relacionadas aos horários podem ser conferidas nos seguintes perfis no Instagram: @theatromunicipal e @theatrodapazoficial. 

 

Gratidão 

Quando questionado sobre seus sentimentos em relação a esses projetos e como ele espera que eles ressoem com o público, Matheus expressa um profundo senso de validação e gratidão.

“O que desejo mostrar para as pessoas é que a gente não pode parar de sonhar. Independentemente das dificuldades que a nossa profissão tem e dos desafios que precisamos enfrentar, a gente precisa olhar para a gente e para cada vivência que a gente usufrui dentro da arte como uma oportunidade de aprender e encontrar novas pessoas e histórias”, conclui.