Mesmo com deslizes, Vitoria Régia empolga público e entra na briga pelo título
Escola desfilou gigante com o apoio da Praça 14 e ressaltou a importância da reciclagem para as gerações futuras. Quesito harmonia deixa a desejar e pode impactar na contagem de pontos
O que você vai ler
- A agremiação clamou pela preservação e a importância da reciclagem;
- A Verde e rosa luta pelo título, que não vem desde 2014;
- Deslizes no final do desfile podem comprometer a escola.
Honrando o histórico lema “Vitória Régia não é brincadeira, saia da frente que vai levantar poeira”, a verde e rosa levou para a avenida a importância da preservação da natureza e alertou para a poluição no mundo.
Com o desfile assinado por Islene Botelho, a escola adentrou na avenida com a comissão de frente “Os guardiões do templo”, formada por 15 bailarinos sob a coreografia de Tony Botelho, que representavam as árvores sentinelas do paraíso, onde a escola mostrou a riqueza da flora do planeta.
O primeiro casal de Mestre-sala e Porta-Bandeira, Gleydson Lessa e Ingra Costa, representavam o luxo e a arte. Com a fantasia de autoria do artista Marcelo Dias, a coreografia levou os torcedores ao delírio com movimentos dignos de aplausos.
O carro abre-alas, “A eterna criação”, por autoria do artista plástico renomado, Ozeas Bentes, representou um paraíso cheio de belezas naturais, tais como a flora e a fauna, com o surgimento das flores e dos animais, retratando as memórias da floresta de coração verde e fauna colorida.

Alegoria da escola de samba Vitória Régia (Foto: Paulo Bindá)
A Bateria Berço do Samba representou os coletores de lixo que fazem a limpeza das ruas da cidade. O Mestre Marinho Saúba conduziu um verdadeiro espetáculo com inovação nas ‘bossas’, somados ao espetáculo da Rainha de Bateria, Húrsula Freitas, com muito samba no pé. A perfomance arrancou aplausos da cabine de jurados 3.
O segundo setor da escola representou a natureza, que vem sofrendo os malefícios da poluição. A alegoria “Esgotos abertos – lixões” mostrou as ruas sujas de lixo e destruição, com um mundo resumido em lixo, cheio de urubus e ratos.
A solução para o tratamento do lixo começa a aparecer no setor 3, com o terceiro carro alegórico “O surgimento das cooperativas”, que representou a coleta do lixo do dia-a-dia. Atualmente são milhares de catadores em todo o Brasil, prestando um relevante trabalho para o meio ambiente e para a sociedade. A Velha Guarda da Vitória Régia também esteve presente.
Logo no final da apresentação, a Vitória Régia se descuidou na harmonia, resultando em um buraco entre a última ala e a ala dos amigos, o que gerou uma preocupação dos torcedores.
De um modo geral, a verde e rosa apresentou um desfile grandioso, com o refrão “Mais uma luta, eu cheguei primeiro, vou reciclando de janeiro a janeiro”. A torcida empurrou a escola do início ao fim e deseja voltar a hegemonia de vitórias que a transformou em uma das gigantes do carnaval manauara.
Confira as fotos do desfile da Vitória Régia feitas pelos fotógrafos Paulo Bindá e Jeiza Russo: