Mostra celebra potência da dança amazônica
Evento acontece no dia 14 de novembro, no Teatro La Salle, e reúne grupos e companhias do Norte
Com a proposta de evidenciar a força criativa dos corpos amazônidas, a mostra de dança “É o Norte” chega como um espaço de encontro, reconhecimento e difusão da produção artística da região. Voltado para coreógrafos, grupos e companhias do Norte, o evento, que ocorre no dia 14 de novembro, a partir das 20h, no Teatro La Salle, busca destacar a diversidade de estilos e linguagens que compõem a cena local, reafirmando a importância da arte produzida no Amazonas. Os ingressos estão à venda pelo site da Shot Gun, por meio do link https://shotgun.live/pt-br/festivals/e-o-norte-mostra-de-danca.
A iniciativa nasceu de uma inquietação antiga de seu idealizador, Fernando Castelo Branco, sobre a falta de visibilidade da produção nortista no cenário nacional. “A mostra ‘É o Norte’ nasce da necessidade de dar visibilidade e reconhecimento à produção artística da região”, afirmou ele ao BEM VIVER desta sexta (7).
Para ele, criar um espaço dedicado aos artistas locais é também uma forma de reafirmar a identidade amazônida. “Destacar os coreógrafos e grupos da região é afirmar a potência artística do Norte, que carrega em si uma diversidade com muita força criativa”.
A programação desta edição contempla uma ampla variedade de estilos, incluindo balé, dança contemporânea, jazz, variações das danças urbanas e dança internacional. O conjunto reforça a pluralidade da dança nortista e mostra, segundo Fernando, a amplitude de pesquisas estéticas desenvolvidas por cias da região.
Espaço de troca
Mais do que apresentações, o evento foi pensado como um espaço de troca. “O evento cria um espaço de encontro e difusão, onde artistas do Amazonas podem compartilhar seus processos, linguagens e trajetórias”, explicou o organizador.
Conforme ele, esse ambiente colaborativo fortalece a cena local e amplia a percepção do público sobre o que é produzido na região. “Ao ocupar espaços culturais com obras e artistas amazônidas, a mostra reafirma a presença desses corpos no cenário artístico brasileiro”, acrescentou Fernando.
A expectativa para esta edição do “É o Norte” é de uma mostra marcada pela intensidade e pela diversidade. “Queremos um evento vibrante, plural e representativo, que permita ao público vivenciar a força da dança produzida no Norte em suas múltiplas linguagens”.
O público poderá assistir a apresentações, participar de debates e se aproximar dos artistas por meio de trocas e experiências sensoriais.
Valorização
Além de valorizar quem já atua na dança, o “É o Norte” pretende abrir caminhos para o futuro. A organização espera que a mostra incentive novas parcerias, circule trabalhos e gere mais oportunidades de formação e visibilidade. “Para os artistas, o evento representa uma vitrine importante. Esperamos que a mostra se torne um marco e contribua para o fortalecimento da cultura regional”, afirmou Fernando. “A arte amazônida merece ser vista, ouvida e sentida em toda a sua potência”, concluiu.