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Nos galpões, o festival já começou

A 100 dias do Festival de Parintins, bumbás intensificam trabalhos com projetos em fase avançada

Publicado em 18/03/2026 às 16h01
Nos galpões, o festival  já começou

Faltam 100 dias para o Festival Folclórico de Parintins, que em 2026 acontece nos dias 26, 27 e 28 de junho. Na contagem regressiva para o espetáculo, os bois-bumbás Caprichoso e Garantido intensificam os trabalhos de preparação para a Arena do Bumbódromo. Os projetos artísticos já estão em andamento e seguem orientados pelos temas definidos para este ano: “Caprichoso: Brinquedo que Canta Seu Chão” e “Parintins: Portal do Encantamento”.

Neste momento, os Bois avançam na construção dos espetáculos que serão apresentados na arena, com etapas que incluem a produção de maquetes, o desenvolvimento de protótipos e o início da execução nos galpões. O trabalho mobiliza equipes numerosas, compostas por artistas e profissionais de diferentes áreas.

Parintins: Portal do Encantamento 

O coordenador da Comissão de Artes do Boi Garantido, Telo Pinto, afirma que o projeto artístico está em fase de execução nos galpões. Segundo ele, existe um cronograma de trabalho definido pela Comissão, que vai desde a concepção até a execução artística. “Estamos em etapa avançada na finalização das maquetes e no início da construção das alegorias nos galpões. Da mesma forma, avançamos na elaboração dos protótipos das fantasias dos povos originários, de itens individuais, das figuras de apoio, enfim, do boi como um todo”.

Para que esse processo aconteça de forma organizada, a equipe do Garantido trabalha desde o final de fevereiro na contratação de todos os profissionais envolvidos. “Acreditamos que, dentro de dez dias, toda a equipe responsável pela construção do espetáculo ‘Parintins: Portal do Encantamento’ estará contratada, permitindo dar andamento de forma efetiva às produções. São cerca de mil pessoas envolvidas nos trabalhos artísticos do Boi, desde músicos até auxiliares de galpão, e todo esse processo já está bem adiantado”, pontua.

Com a equipe completa, os trabalhos avançam também na definição de cada detalhe estético, buscando unir criatividade, tradição e o impacto visual que marca o festival. “Estamos priorizando, acima de tudo, o gigantismo do festival e a qualidade dos trabalhos artísticos. Realizamos pesquisas e fundamentações detalhadas, além da confecção de protótipos para verificar todas as indumentárias e alegorias que serão utilizadas”.

“Nosso objetivo é aprimorar cada vez mais o gigantismo das estruturas e o acabamento das peças. Essa atenção aos detalhes será uma marca do festival, garantindo que tanto as alegorias quanto as fantasias estejam impecáveis. Todo esse processo já está bem adiantado”, conclui Telo.

Caprichoso: Brinquedo que Canta Seu Chão

O Caprichoso traz para 2026 um tema que, nas palavras do presidente do Conselho de Artes, Ericky Nakanome, é “o mais livre, leve e solto dos últimos anos”. Segundo ele, o conceito valoriza a brincadeira desde suas raízes, passando pelo boi de rua, pelo cotidiano e culminando no espetáculo apresentado na Arena do Bumbódromo. “Ele cumpre todas as fases da própria brincadeira de boi contemporânea hoje, brincando desde os terreiros mais antigos até o Bumbódromo em forma de espetáculo. Esse norteio caprichoso permite fazer um boi mais leve e, ao mesmo tempo, ousado, como a toada diz. Essas duas vertentes não duelam, elas se juntam para o desenvolvimento artístico do boi de arena”, explica Nakanome.

O projeto do Caprichoso já está em fase de conclusão e a equipe se organiza para iniciar a execução das alegorias. “Os projetos já foram entregues, os artistas receberam, as maquetes já estão sendo construídas e, logo, logo nós iniciaremos a limpeza das alegorias. Tivemos um contratempo com o festival, que é o lançamento do festival em Parintins, e isso acabou atrasando o desmonte das alegorias para a reutilização das bases em 2026. Mas isso não compromete o projeto: o espetáculo segue firme e forte para a sua execução até as noites do festival”, complementa.

O conceito estético do Caprichoso parte da tradição, segue as regras e limites da confecção alegórica para manter a identidade do festival, mas, segundo Nakanome, a equipe trabalha cuidadosamente para aprimorar e inovar a cada ano, acompanhando a repercussão e o conhecimento crescente do espetáculo. “A gente sempre elabora buscando primor em todos os detalhes: na escultura, no revestimento, no acabamento, na pintura, na decoração, em todos os aspectos e todas as etapas do processo”.

Para Ericky, toda essa atenção aos detalhes e à estética do Caprichoso só é possível graças à solidez da equipe. “Nossa estrutura se mantém firme desde o ano passado. Apesar do resultado anterior, continuamos em destaque e em vantagem no bloco C, o que nos dá segurança para produzir o espetáculo e manter toda a equipe envolvida na criação e execução. Não precisamos buscar profissionais externos, porque sabemos que a equipe do Caprichoso é a mais fortalecida, madura e tecnicamente preparada para apresentar um espetáculo neste festival. Isso eu digo sem reservas, não é segredo, e também não é arrogância. É uma característica do Caprichoso que, nos últimos anos, faz com que a dinâmica do festival busque maior alinhamento para nos acompanhar, tanto como grupo quanto como coletivo artístico”, conclui.