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Orfeu Trindade leva identidade amazônica para grandes passarelas

Aos 18 anos, modelo amazonense Orfeu Trindade já desfilou na São Paulo Fashion Week e revela detalhes da trajetória profissional

Publicado em 08/11/2026 às 16h39
Orfeu Trindade leva identidade amazônica para grandes passarelas
Orfeu conta que não fazia ideia da dimensão que sua carreira iria tomar Foto: Tato Belini/Divulgação

Flashes, passarelas e um sonho que se tornou realidade para o modelo amazonense Orfeu Trindade. Aos 18 anos, ele estreou na São Paulo Fashion Week, em outubro de 2026: uma conquista que marca o início de uma trajetória atravessada por descobertas, saudade e amadurecimento.

O jovem saiu da terra natal em busca de ampliar as oportunidades na carreira. Atualmente morando na capital paulista, Orfeu conta que no começo, nem fazia ideia da dimensão que sua carreira iria tomar.

“No início, eu admito que eu não estava levando a profissão muito a sério, muito pelo fato de que eu ainda não tinha processado que aquilo estava acontecendo, que eu realmente era um modelo agora. Mas depois do meu primeiro trabalho em Manaus, que foi uma sessão de fotos pra revista Em Visão, senti que eu era de fato um modelo”.Orfeu Trindade, modelo.

A moda deixou de ser apenas uma possibilidade e passou a ocupar um espaço concreto em seus planos. A oportunidade de ampliar horizontes profissionais também trouxe uma mudança significativa: deixar Manaus e construir uma rotina longe das referências afetivas que acompanharam sua formação. Mudar-se de casa, de cidade e começar uma nova foi um passo desafiador para o amazonense, mas no fim, gratificante.

“A parte mais difícil para mim foi ficar longe dos meus amigos, meus pets e da minha família, especialmente minha avó, que cuidou de mim desde que eu era bebê. Além disso algo que mudou da minha rotina é que eu me cuido muito mais agora, não só em questão de skincare e academia como alimentação também”.

Aos 18 anos, jovem manauara busca conquistar espaço na moda e valorizar sua identidade amazônica Foto: Tato Belini/Divulgação

Além das passarelas

Orfeu reconhece que as pressões fazem parte do cotidiano de quem trabalha com moda, mas procura encontrar maneiras de não permitir que as expectativas externas dominem sua rotina.

Fora dos compromissos profissionais, os momentos de lazer funcionam como uma forma de descanso.

“O trabalho do modelo pode se tornar muito difícil por conta das pressões e expectativas, mas eu sempre tento não pensar muito nisso; encontrar um hobby pra se distrair e desestressar é algo que ajuda muito. Eu pessoalmente passo meu tempo livre caminhando ou jogando videogame”, conta o modelo.

Quando questionado sobre o futuro, Orfeu, embora esteja construindo uma carreira nas passarelas, não limita seus interesses ao mundo da moda. Cinema, Medicina, Arqueologia e até a possibilidade de dar aulas já fizeram parte de suas perspectivas. A diversidade de interesses revela uma personalidade curiosa, interessada em diferentes áreas do conhecimento e da expressão artística.

“Creio que essas possibilidades mostram que eu sou uma pessoa que gosta de aprender, que gosta de descobrir mais sobre tudo. Acho que esse meu interesse artístico contribuiu para eu ser um profissional da moda mais completo, principalmente pelo meu interesse no cinema, na hora de posar ou desfilar eu sempre imagino algum personagem do cinema, o que facilita bastante meu trabalho”, analisa.

Essa relação entre arte e moda também ajuda a compreender a forma que o modelo encara a profissão: não apenas como a apresentação de uma imagem, mas como uma oportunidade de construir narrativas e transmitir diferentes expressões.

Modelo amazonense Orfeu Trindade constrói trajetória na moda sem deixar raízes para trás. Foto: Tato Belini/Divulgação

Identidade amazônica

As raízes de Orfeu Trindade também ocupam um lugar importante em sua trajetória. Seus traços amazônicos são frequentemente mencionados nos trabalhos dos quais participa, mas o jovem procura fazer com que sua identidade regional seja reconhecida sem se tornar uma limitação profissional.

“Nos trabalhos que eu participo é sempre mencionado sobre esses meus traços amazonenses, mas além disso eu sempre me expresso bastante, falo de Manaus, minha terra natal e falo no geral bastante daqui. Eu não sinto que necessariamente eu tenho que provar algo a mais, eu só sinto que é importante trazer um pouco de conhecimento do Norte para cá”, conclui.

Enquanto os próximos capítulos da história do modelo ainda estão sendo escritos e vividos por ele, segue também como parte da sua personalidade a vontade de levar um pouco do Amazonas consigo e mostrar que, por trás de cada passo na passarela, existe uma história que merece ser conhecida.