Panda Awards: ‘Pirarucu, o Respiro da Amazônia’ concorre ao ‘Oscar’ dos filmes de natureza
É o único filme sul-americano selecionado para o Panda Awards 2024, ele concorre na categoria ‘Sustentabilidade’
Com produção 100% amazônica, “Pirarucu, o Respiro da Amazônia”, de Carolina Fernandes, é o único filme sul-americano a participar dos mundialmente aclamados Panda Awards – os ‘Óscares Verdes’ da indústria internacional de cinema e televisão sobre vida selvagem. O festival acontece no dia 17 de outubro em Bristol, na Inglaterra.
A competição é composta por 14 categorias e três prêmios especiais, incluindo o cobiçado Golden Panda, pela melhor produção geral. O filme “Pirarucu – O Respiro da Amazônia” concorre na categoria “Sustentabilidade”.
“Este ano, meu filme é o único sul-americano no festival, e estar ao lado dos principais produtores de filmes de natureza do mundo é algo realmente especial. Para mim, é como ver o eco das vozes da floresta sendo ouvido pelo mundo, um momento em que a arte se encontra com a causa, onde meu cinema se torna um respiro para a natureza e uma forma de celebrar e proteger o que é vital”, declara Carolina.
Sinopse
Em “Pirarucu, o Respiro da Amazônia”, o espectador é levado a uma jornada única, explorando a notável história de resistência e autodeterminação dos moradores do Médio Juruá.
“O filme é um testemunho emocionante da força dessas comunidades, que se tornaram os maiores guardiões da Amazônia, optando pelo manejo participativo do pirarucu, maior peixe de escamas de água doce do mundo, como uma estratégia ousada de conservação”, destaca a diretora.
Laboratório
Durantes as filmagens de “Pirarucu” foram cobertos o Lago Serrado e São Raimundo num arranjo que representa mais de 50 comunidades rurais distribuídas em mais de 500 km de rio. De acordo com Fernandes, a logística para as filmagens foi bastante complexa e realizada em várias etapas.
“Filmamos o manejo do pirarucu no médio Juruá por 10 dias. Após isso, tivemos filmagens de entrevistas com os parceiros da rede pirarucu em Manaus e, por fim, viajamos para Mamirauá por cinco dias, onde pudemos fazer entrevistas com os pioneiros pescadores de pirarucu da região, que iniciaram e implementaram o manejo dessa espécie na Amazônia”, recorda a cineasta.
Para ela, filmar no médio Juruá foi uma verdadeira honra. “As comunidades são extremamente acolhedoras e o dia a dia é sempre de muito aprendizado e partilha. Ter a chance de estar nessas comunidades nos devolve a sensibilidade de valorizar os pequenos grandes serviços ambientais que a floresta nos oferece diariamente. É muito potente poder testemunhar a força do povo da floresta nas iniciativas da geração de renda de forma sustentável. Eles são um grande exemplo para o mundo”.
“Mais do que simplesmente contar o caso do manejo, o filme “Pirarucu, o Respiro da Amazônia” aponta um caminho. Através da história das comunidades da Reserva Extrativista do Médio Juruá, busquei mostrar como a integração do conhecimento tradicional e científico teve a capacidade de criar um modelo de desenvolvimento que salvou uma espécie ameaçada de extinção, gerou bem estar e renda para povos amazônidas e incentivou a proteção da floresta e seus serviços ecossistêmicos”, conclui.
Projetos futuros
Atualmente, Carolina está em pré-produção de “Mães da Terra”, longa documental contemplado na lei Paulo Gustavo – AM. “Além dele, dirijo uma série documental de projetos de conservação realizados na BR 319 e atuo em produção executiva dos projetos nacionais e internacionais da Banksia Films, produtora audiovisual que fundei em Manaus em 2009 (www.banksiafilms.com)”.