Romahs Mascarenhas lança seu segundo livro: ‘O menino que morava no poste’
Obra infantojuvenil conta a história de dois amigos que medem 10 cm de altura, Severiano e Benedito
Um ano após o lançamento de seu primeiro livro, o cartunista, escritor, quadrinhista e roteirista dos Estúdios Maurício de Sousa, o amazonense Romahs Mascarenhas lançou sua nova obra intitulada ‘O menino que morava no poste’ neste sábado (8), no Parque Municipal do Mindu (Rua Domingos José Martins, S/N, Parque Dez).
Na ocasião, também houve o lançamento do artbook do livro (um livreto, como um caderno de desenhos, com estudos de personagens, cenários, cenas e ilustrações que na sua maioria ficaram de fora do livro ou dos quais foram aproveitados apenas recortes).
E, além disso, acontece uma exposição de arte ao ar livre chamada ‘Os Gitinhos’, que consiste na exibição de 10 personagens moldados com a técnica de artesanato em biscuit pela artista visual Lorena Souza a partir dos layouts desenhados pelo autor e baseados nos personagens do seu próprio livro. Os bonecos de 15 centímetros estarão espalhados no meio da vegetação, no decorrer de uma das trilhas arborizadas do parque.
Enredo
‘O menino que morava no poste’ conta a história de dois amigos que medem 10 cm de altura, Severiano e Benedito, que ao lado de uma menina que comanda 50 terríveis cabas mágicas, a Zuleide, se embrenham na imensa Floresta Amazônica para recuperar um objeto precioso.
“Eles são tão pequenos que viajam nas costas de duas iguanas. Ela voa nas costas das temidas cabas assassinas que a obedecem cegamente. Eles se aventuram cruzando a deslumbrante e terrível Floresta Amazônica, seus perigos e armadilhas mortais, até aquela que nascerá de um casulo para governar os pequenos daquele imenso mundo, um presente da Deusa Avó de tudo o que existe”, revela a sinopse.
Promessa cumprida
A ideia do livro surgiu na mesma época em que nasceu a primeira filha de Romahs, Beatriz Mascarenhas, revisora do livro e também roteirista dos Estúdios Maurício de Sousa. O sonho de publicá-lo conviveu com todos na casa por mais de duas décadas.
“Escrevi algumas versões do texto e fiz várias ilustrações, mas sempre o deixava de lado priorizando outros projetos e trabalhando para pagar as contas do mês. Mas eu me prometi que não o relegaria a um sonho esquecido, abandonado, que não seria como alguns quadrinhos que criei na infância e acabaram trancados no fundo de uma gaveta. Então um dia cumpri a promessa e voltei para ele”, declara Mascarenhas.
20 anos depois
Logo, esse é um livro escrito em dois tempos. A primeira parte foi escrita 20 anos antes da segunda. “Ele já estava todo ilustrado, mas quando escrevi a segunda parte vi que precisava atualizar as ilustrações e não só abri mão das que já tinha, como acrescentar outras. Mudei o estilo dos desenhos também. Então convidei o Tieê Santos, amigo e arte-finalista premiado, pra fazer a arte-final pra mim”, recorda o cartunista.
A aventura na selva
Ao reescrever o texto, Romahs teve novas ideias, que foram introduzidas na história. “E, nesse processo, comecei a pensar numa continuação, uma nova aventura começando do ponto onde parara a que eu criei primeiro, 24 anos antes. Assim, surgiu a segunda parte, a aventura na nossa selva amazônica”, recorda.
“Então, quando penso no tempo que levei para publicar esse livro, já não me pega nenhuma tristeza, mas o alívio em saber que se ele não tivesse pacientemente esperado por mim esses anos todos, não existiriam a Menina-Caba, a Deusa Avó do Mundo, as iguanas Joca e Graça, a Rainha-Mariposa e outros personagens que eu amei criar e que surgiram somente na versão definitiva da história, depois que voltei para ela”, completa o artista.
Presente para o leitor
No lançamento estará presente o arte-finalista das ilustrações, o Tieê Santos, que veio de Macapá especialmente para o evento. E no artbook haverá um espaço no meio da última ilustração para desenhar a pessoa que comprar o livro, como um dos personagens dele.