Sonhos de Noel: conheça três jovens que iniciaram a caminhada pelas artes no período natalino
Davi Lucas, Jade Cristina e Lunna Beatriz descobriram a vocação artística na época das festividades de dezembro
O Natal é uma data comemorativa que simboliza o nascimento de Jesus Cristo. E é nesse período inclusive que as pessoas que servem na igreja costumam se apresentar em cantatas ou espetáculos de Natal, momento em que muitas delas se descobrem artistas. Afinal, precisam cantar, dançar ou atuar.
Há quem descubra o talento dentro da igreja, e invista nele literalmente como uma profissão. É o caso da cantora Jade Cristina, de 24 anos. Ela começou a cantar na Paróquia de São Francisco de Assis, no bairro de mesmo nome, aos oito anos de idade. E foi lá que participou de sua primeira cantata de Natal.
Após essa experiência, ainda na igreja, Jade passou a fazer parte de um coral experimental do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro. E a partir disso, ela se apresentou no Teatro Manauara e no espetáculo ‘Glorioso’ – uma grande cantata de Natal que era realizada no Teatro Amazonas. Foi então que decidiu definitivamente seguir com a carreira artística. A magia do Natal a impulsionou.
“Como todos sabem, o brilho do Natal é único, a energia, a emoção, a felicidade, o encanto. E eu decidi naquele momento que era isso que eu gostaria de fazer”, destaca a jovem cantora.
A Caixa Mágica de Natal
Para outros, a igreja não foi a porta de entrada para o mundo artístico. Mas, assim como Jade, o pequeno Davi Lucas também ganhou seu espaço numa apresentação musical no Teatro Amazonas. Aos nove anos de idade, ele interpretou o primeiro protagonista da carreira, o ‘Cadu’, em “A Caixa Mágica de Natal”.
“Eu fiz uma audição para o espetáculo em que eu precisava cantar, atuar e dançar. Quando eu passei, descobri que seria o protagonista. Fiquei muito feliz”, recorda.
O espetáculo teve uma temporada em dezembro, no período de Natal de 2019 e 2020, com dois elencos apresentados no Teatro Amazonas.
“Esse espetáculo foi super importante para os meus sonhos e minha carreira, já que me abriu várias portas. Minhas lembranças favoritas desse musical foi ver toda a produção evoluir, criar amigos que levo pra vida e conhecer pessoas maravilhosas que me apoiam muito. Além de ver a minha família ver meu sonho se tornar realidade”, celebra Davi.
Ceci e a Estrela: o Natal na Floresta
O ano era 2017. E Lunna Beatriz, 15, iniciava a vida artística a partir do primeiro personagem que interpretou no musical de Natal no Teatro Amazonas: “Ceci e a Estrela: o Natal na Floresta”.
“O espetáculo foi apresentado em 2017, eu tinha apenas 10 anos. Então foi muito importante para o meu crescimento no teatro. Encenei até com o Zezinho Corrêa”, relembra a cantora e atriz, que viveu a personagem ‘Ceci’.
Após o Natal, ela começou a ser convidada para outros trabalhos. “Fui chamada para diversos musicais, tanto de Natal quanto de outras festividades. A partir daí comecei a evoluir cada vez mais. Em 2020, fui convidada para o maior Festival de Ópera da América Latina, mas com a pandemia ele ocorreu somente em 2022. Para a Lunna criança foi a descoberta de outro universo, naquela época eu ainda não tinha muitas experiências. Então foi incrível para a minha carreira”, celebra.