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Torcedores declaram amor e devoção na arquibancada durante desfile da Unidos da Alvorada

Enquanto a Alvorada descia na passarela do samba, a torcida organizada pulsava no bloco E da arquibancada do sambódromo em um só voz e união

Publicado em 02/03/2025 às 01h14
Torcedores declaram amor e devoção na arquibancada durante desfile da Unidos da Alvorada
Foto: Foto/Montagem: Lucas Motta

O amor pela representatividade das escolas de samba de Manaus mistura tradição, renovação e devoção nas arquibancadas do Sambódromo durante o grande desfile do Grupo Especial, neste sábado (01).

Enquanto a Alvorada descia na passarela do samba, a torcida pulsava no bloco E da arquibancada do sambódromo como uma só vibração traduzida no encontro entre azul e branco; cores que representam a escola, mas além disso, que colorem histórias de verdadeira devoção. Aos 17 anos, Gustavo Gomes, manteve de bandeira bicolor tremulando sem parar. O esforço era visível no suor, mas também se notava o sorriso por entender que ele dava vida a um símbolo maior.

“O que me motiva é tudo isso, essas cores vibrantes do desfile. É a união das pessoas pelo ambiente, mais alegre e divertido. O importante é nunca deixar de se alegrar. Essa bandeira não é apenas um pedaço de pano sendo balançado, mas um legado da Alvorada. Tem que estar sempre disposto, sempre pronto pra batalha”, comentou.

O estudante é morador do bairro alvorada desde que nasceu, há 17 anos e sempre procura frequentar e participar dos desfiles. Ele se reúne no bloco E, o mesmo que também abriga pessoas que não são naturais do bairro, mas escolheram ele por amor e carinho. É o caso da aposentada Maria Helena, de 74 anos. Ela veio do Acre há 49 anos e foi morar no bairro da zona Oeste de Manaus, foi depois da mudança que ela começou a ter contato com as festas do bairro e criou uma identidade com a escola de samba.

 

“Eu moro na Estrada dos Franceses, eu sempre ia para as festas que tinha no Cruzeiro, era jovem, 23 anos. Daí fiquei alvorada, eu e minha família toda”, disse.

Mãe de duas filhas, ela diz que reúne todas as forças pra brincar o carnaval como um velho amor, ou melhor, um amor tradicional. E por falar na maternidade, mais uma mãe celebra as cores da escola de samba na arquibancada. É a costureira Francenilda Prata, que se emociona ao ver o desfile. Embora seja morada do bairro há 30 anos, é a quarta vez apenas que ela acompanha o grêmio na avenida, mas neste 2025 tem um motivo a mais para estar no sambódromo. Na verdade, são dois motivos, os filhos dela desfilaram; foi com os olhos marejados pelas lágrimas da emoção que ela os viu passar.


(Foto: Lucas Motta)

“É uma coisa que mexe muito com o coração. Vendo minha filha, meu filho… é muito gratificante. Eu não quero estar na avenida, é a vez deles; torço e apoio muito, são meus caçulas, a herança que meu Deus me deu… é muita emoção”, comentou.