Uma guinada daquelas: Maria Bruaca tem grande virada em ‘Pantanal’
Atriz Isabel Teixeira fala sobre a experiência de trabalhar no remake da novela e sua relação com a personagem
Maria Bruaca (Isabel Teixeira) finalmente descobriu sobre a segunda família de Tenório (Murilo Benício), em ‘Pantanal’. A revelação traz à personagem um sofrimento enorme, mas junto com ele muita força para que ela possa mergulhar em uma viagem de autoconhecimento como nunca viveu antes.
Maria, que já iniciou sua mudança de postura em relação ao marido, passa a investir ainda mais na atração física que sente por Alcides (Juliano Cazarré).
Ele, que inicialmente não ligava para as investidas, já a admira e demonstra interesse por ela, mas mantém o respeito por se tratar de uma mulher comprometida, e ainda por cima ser esposa de seu patrão. Mas nas cenas que estão indo ao ar desde a última sexta (20), Maria ultrapassa essa barreira invisível e rouba um beijo do funcionário.
“Da primeira saída de casa dela, ela estava em um barco, no meio do rio, e foi olhando deslumbrada a paisagem à sua volta. Da mesma forma, eu nunca tinha ido ao Pantanal. Então entendi que tudo que ela via, eu estava vendo também, pela primeira vez”, conta Isabel, em entrevista onde comenta outros bastidores das gravações.
Quando foi convidada, já conhecia a personagem Maria Bruaca?
Já. Acompanhei a novela em 1990, na TV Manchete. Foi muito impactante. Quando acompanhei, eu estava terminando o ginásio, acho. E para gravar a novela, quando eu soube que ia fazer, eu revi, e foi muito bom. Assistia por horas, um capítulo atrás do outro. E assistir a tudo de uma vez foi bom porque vi a novela se transformar e tive insights muito legais. Você percebe o momento em que a equipe e elenco entendem que estão fazendo uma obra-prima e a trama vai ganhando ainda mais força. Tudo ganha um brilho e os atores vão ganhando uma alegria.
Qual importância você acha que tem uma personagem como Maria Bruaca?
A Maria Bruaca nos propõe revermos tudo o que conhecemos. Ela faz você se questionar: isso é bom pra mim? Tem uma autora que eu adoro que diz que temos que aprender a dançar sobre as ruínas. A trajetória da Maria Bruaca tem essa nova maneira de olhar, levanta muitos questionamentos, com tristeza, mas também com muita alegria. O que é a trajetória do herói? É ver sua sombra e a sua luz. Acho que é o que acontece com ela.
Você acha que ela vai inspirar outras mulheres?
Tenho certeza. Principalmente nessa alegria de viver e de se descobrir. E acho que ela vai inspirar também pelas falhas, porque ela não é um exemplo pronto e único. Acho que as pessoas vão visitar as dúvidas, vão ver as falhas de percurso e vão vê-la enfrentando suas próprias sombras. Eu acho Maria Bruaca muito corajosa, uma mulher que fala “Até aqui, não estava bom. Vou tentar ver por outro caminho”. Tem coragem de cair e levantar. Então, sim, acho que vai ter uma empatia grande do público. Não só para mulheres da minha faixa etária, sabe? Todos nós estamos renascendo o tempo inteiro.