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Vila da Barra leva ‘A Ópera dos Imortais’ ao Sambódromo de Manaus

Escola promete transformar o Sambódromo em um grande espetáculo teatral a céu aberto, com alegorias grandiosas e referências ao Teatro Amazonas

Publicado em 15/02/2026 às 04h10
Vila da Barra leva ‘A Ópera dos Imortais’ ao Sambódromo de Manaus
Foto: Daniel Brandão

A madrugada de domingo (15) começa em clima de muita história, arte e, sim, suspense, no desfile das escolas de samba do Grupo Especial de Manaus, no Sambódromo (zona centro-oeste da cidade). Sexta escola a se apresentar, a Vila da Barra promete mergulhar o público em um universo lúdico e misterioso ao apresentar o tema “A Ópera dos Imortais”. A ideia é transformar o desfile em um grande espetáculo teatral a céu aberto.

Marcado para começar às 2h40, o desfile foi transmitido tanto pela TV A CRÍTICA quando pelo canal da emissora no YouTube.

Com quatro alegorias e três setores bem definidos, a Vila da Barra conduz a narrativa pela história do Teatro Amazonas, peça central do enredo deste ano. A construção e a fundação do maior símbolo cultural do Amazonas ganha forma em carros grandiosos, que misturam luxo, dramaticidade e referências à arquitetura do monumento.

O tema é alusivo a uma das maiores lendas que cercam o monumento e que, supostamente, ocorre em toda virada de ano. No dia 31 de dezembro, aniversário do Teatro Amazonas, o “elenco fantasma” sobe ao palco para a récita suprema: uma apresentação de “La Gioconda”, a mesma ópera que inaugurou o cartão-postal, encenada pelos próprios artistas que morreram de febre amarela e outras doenças durante a Era de Ouro.

O enredo aposta no suspense, ao contar histórias desses artistas que, segundo a trama, recusaram-se a deixar o palco por amor à arte – mesmo após a morte. A proposta traz um clima de fantasia e emoção, costurando passado e imaginação em uma narrativa que celebra a eternidade da expressão artística.

Após conquistar o quinto lugar no Grupo Especial do carnaval de Manaus, em 2025, quando levou à avenida o enredo sobre a rainha Njinga, a Vila da Barra promete mostrar que segue em evolução, reafirmando a sua vocação para contar grandes histórias e deixando “no ar” a sensação de que a arte, assim como na ópera, nunca morre.