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Vivência do artista amazonense Jorge Liu vira tema de curta documentário

'Bodozal' tem direção de Homero Lacerda e conta vivências de Liu, que possui marca registrada na cena cultura manauara

Publicado em 18/04/2022 às 21h03
Vivência do artista amazonense Jorge Liu vira tema de curta documentário

Nos beiradões do Educandos funciona, há 5 anos, o Ateliê Arte Urbana Bodozal, do grafiteiro manauara Jorge Liu. Artista possui 15 dedicados à arte urbana. As vivências do artista amazonense, desde a produção em ateliê até a materialização das pinturas nas ruas, foram retratadas no mini documentário “Bodozal”, que será lançado nesta quarta-feira (20), às 20h, no canal Os traços Urbanos da Floresta, no Youtube. 

Com produção do fotógrafo e videomaker Homero Lacerda, o mini documentário tem duração de seis minutos. Jorge Liu descreve o filme como uma soma de grafite, audiovisual e poesia. “É um registro de vivência de graffiti, desde a produção em ateliê até o rolê na rua, onde tudo acontece, onde tem a participação da população que passa e troca uma ideia”, detalhou Liu.

O nome “Bodozal” dado ao filme é uma referência ao ateliê do artista de rua, que fica localizado à beira-rio, em uma área conhecida pelo mesmo nome, no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus. “O graffiti já fala de uma vivência ribeirinha dentro de um centro urbano. Eu pinto as palafitas, a favela sobre as águas”, disse Jorge Liu sobre sua produção artística materializada nos muros da cidade.  

Para o artista amazonense, o grafite é terapia e equilíbrio espiritual, além de fonte de renda. “O graffiti foi meu resgate social. Ele encontrou um jovem de periferia que tinha tudo pra trilhar um caminho do crime, porque eu cresci ali, lado a lado. Mas, os moleques do meu bairro me respeitam simplesmente pelo fato de saber que eu desenho, que esse é meu estilo de vida.  E com minha arte eu posso deixar um muro ocioso mais alegre, falar das minhas vivências e do lugar de onde venho. A arte é minha resistência”, disse. 

Jorge Liu acredita que a cena do grafite em Manaus vem mudando e o objetivo é dar mais amplitude para essa manifestação artística que vem ganhado destaque. “Eu vejo que a sociedade já está observando mais os muros, curtindo, compartilhando e consumindo arte. E eu tô feliz porque esse aqui é o meu trabalho. Com o mini doc eu consigo dar amplitude pro meu graffiti. Não é só um graffiti num muro, é o meu rolê, minha troca de ideia, minha poesia”, destacou.

O mini documentário “Bodozal” foi contemplado pelo Edital Prêmio Manaus Zezinho Corrêa 2021, da Prefeitura de Manaus.