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A Crítica
Esportes

A assinatura solitária de um ídolo dentro e fora do campo

A eliminação do Canadá na Copa do Mundo é um mero detalhe diante da história escrita por Alphonso Davis

Publicado em 27/11/2022 às 15h37
A assinatura solitária de um ídolo dentro e fora do campo
Foto: Divulgação/Fifa

Alphonso Davis escreveu no estádio Internacional Khalifa o mais importante capítulo da história da seleção do Canadá. Com menos de dois minutos de jogo, o camisa 19 marcou de cabeça o 1º gol da história dos ‘Canucks’ em Copas do Mundo. O tento, contudo, não impediu a derrota para a Croácia e a eliminação canadense do mundial. 

Fazer parte da história é a sina do lateral-esquerdo que atua no Bayern de Munique-ALE. Davis é o garoto que nasceu num campo de refugiados em Gana, após sua família fugir de uma guerra civil na Libéria e que escolheu defender o Canadá.

É o garoto que encontrou no esporte uma forma leve de encarar a vida. Alphonso Davis é a figura pública que durante o auge da pandemia – ainda em curso – de Covid-19, lutou pelos refugiados africanos. Alphonso Davis é o 1º jogador de futebol a receber o título de embaixador da boa vontade da ACNUR, Agência de Refugiados da ONU.

Davis é o jogador que se transformou em um bandeira nacional por ser grande demais como ser humano e, não haverá revés que mude essa escrita. O primeiro gol de um país em Copa do Mundo ser assinado por ele, é um mero detalhe.

Alphonso Davis é a história viva sendo escrita diante de nossos olhos. O Canadá volta para casa precocemente, mas orgulhoso de seu principal jogador no Catar.