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ACEC/NGC e Vila Mamão decidem o título do Peladão 51, na Arena da Amazônia

Duelo está previsto para acontecer às 16h30 e promete lotar o estádio que foi palco da Copa do Mundo Fifa 2014

Publicado em 22/02/2025 às 12h44
ACEC/NGC e Vila Mamão decidem o título do Peladão 51, na Arena da Amazônia
Fotos: Divulgação

Depois das decisões nas categorias Peladinho, Feminino e Máster, acontece aquela que é a mais aguardada das finais do Peladão 51: a disputa do título da categoria Principal. Prevista para acontecer às 16h30 – logo após a decisão do Peladão Máster -, ACEC/NGC e Vila Mamão lutam pelo troféu mais cobiçado do maior campeonato de peladas do mundo.

Antes da bola rolar, a reportagem de A CRÍTICA entrou em contato com os dirigentes de ambos os times para contarem sobre a expectativa deste confronto, na Arena da Amazônia. Pelo lado da Associação Comunitária Esportiva do Crespo (ACEC), Artur Mota inicia contando um pouco da história da equipe, prestes a viver seu maior momento no futebol.

“O ACEC foi fundado em 2006 pelo Nonatinho, um rapaz que faz trabalho comunitário com crianças, em uma escolinha de futsal no bairro Crespo. Em 2014, um grupo de amigos se reuniu e decidiu colocar o ACEC no Peladão. No nosso primeiro ano e segundo ano, caímos nas oitavas e, em 2016, caímos nas quartas. Em 2017 e 2018, jogamos como ACEC/Panair e, depois de uma pausa, decidimos retornar ao Peladão este ano”, detalha Artur, contando também sobre a união com o Nova Geração do Crespo (NGC).

“O Nova Geração do Crespo surgiu em 2010 e, quando retornamos com o ACEC, decidimos pela junção, formando o ACEC/NGC, pois são dois times que representam o mesmo bairro. É um trabalho que vem desde março, com parte física, tática e tudo mais, aproveitando o campo gramado que nós temos. Isso ajudou muito nesse nosso retorno, cujo objetivo não é apenas chegar na final, mas sim ser campeão”, afirma Artur, que após tanto tempo aguardando, finalmente irá participar de uma final de Peladão.
De dois times representantes do Crespo, o Associação Comunitária Esportiva do Crespo e Nova Geração do Crespo, aconteceu a junção, formando o ACEC/NGC. (Foto: Divugação)

 

“Por muito tempo joguei, mas nunca havia chegado em uma final. Como dirigente, o máximo que cheguei foi nas oitavas, porque em 2016, eu ainda não fazia parte da diretoria, apenas ajudava. Então é uma coisa inédita, que ainda não sei explicar, onde tem uma ansiedade de querer que chegue logo o dia da final. Treinamos e nos dedicamos para o maior campeonato de peladas do mundo, pois mesmo sendo amador, você precisa de foco”, explica o dirigente.

Segundo Artur Mota, a movimentação tem sido intensa por parte da torcida. Para garantir um grande público na Arena da Amazônia, o dirigente do ACEC/NGC afirmou que foram disponibilizados 35 ônibus, partindo às 14h em direção ao palco da Copa do Mundo Fifa 2014. A maioria desses ônibus sairão da própria zona Sul, com outros saindo da zona Leste. A expectativa de Artur é de ser campeão, mas a certeza é de um grande espetáculo.

“Nós estamos muito focados nessa final, com os pés no chão e muita humildade, sabendo que do outro lado existe um adversário de qualidade. A zona Sul toda, até por serem dois times da zona Sul, está envolvida, a comunidade está abraçando. Então existe toda uma expectativa, uma ansiedade, uma euforia na comunidade e das comunidades adjacentes. Nossa preparação foi muito intensa, porque não vai ser fácil esse jogo. São duas das melhores equipes do campeonato que chegaram na final, não foi à toa”, finaliza.

Segunda chance

O Vila Mamão foi fundado em junho de 1987 por um grupo de amigos, liderados pelo professor Hildemar Farias e pelo já falecido Dr. Ivancy Wilkes Belém. Como o nome sugere, a sede do time fica localizada na Vila Mamão, no bairro São Francisco. Atual presidente do clube, Edmar Silva conta um pouco desse início da equipe no maior campeonato de peladas do mundo.

“A grandiosidade do Peladão fortaleceu a ideia de fundar a equipe. A Ponta Negra lotada e as filas dos times eram enormes para a abertura e encerramento, com gente de todos os cantos da cidade: idosos, crianças, pessoas em cadeiras de rodas. Para os amantes do futebol, era um sonho participar dessa festa idealizada por seu Umberto Calderaro. A nossa trajetória teve início em 1987. Nos primeiros anos de participação, nas décadas de 80 e 90, a equipe tinha poucos recursos e a intenção era apenas participar, sem almejar títulos”, explica Edmar.


O Peladão 51 é a trigésima participação do Vila Mamão no Peladão, sendo uma das mais antigas equipes que seguem em atividade no torneio. (Foto: Divulgação)

 

O Peladão 51 é a trigésima participação do Vila Mamão no Peladão, sendo uma das mais antigas equipes que seguem em atividade no torneio. Desde sua fundação, o time teve sua melhor participação na competição no ano de 2016, quando foi vice-campeão. Em 2022, fez outra grande campanha, quando chegou até a fase semifinal. De acordo com Edmar, todo um trabalho de reestruturação foi feito para buscar o título desta temporada.

“Em 2024, almejando o tão sonhado título, a equipe passou por uma reestruturação, liderada por Daniel Ricardo e por mim. Foi montada uma diretoria, que passou a ter uma gestão mais participativa, permitindo que outras pessoas da comunidade pudessem ajudar a fortalecer o nome do Vila Mamão FC no cenário do futebol amador do Amazonas. Com a reestruturação da equipe e muito trabalho dos envolvidos no atual campeonato, o Vila Mamão fez sua melhor campanha desde a sua fundação, chegando para jogar a grande final com 100% de aproveitamento, com nove vitórias”, finaliza.