Amazonense Marcelinho é campeão búlgaro pela 8ª vez seguida no Ludogorets
Natural de Manacapuru, o jogador do Ludogorets superou Juninho Pernambucano e passa a ser o futebolista brasileiro com mais títulos nacionais da história
É do Amazonas o dono do recorde de futebolista brasileiro com mais títulos nacionais da história. Jogando na Bulgária desde 2011, Marcelo Nascimento da Costa (34), o “Marcelinho”, atingiu a marca histórica do octacampeonato na Parva Liga, principal competição do país.
Atuando pelo Ludogorets desde que chegou à Europa, o meia-atacante nascido em Manacapuru faz parte de um clube hegemônico, na atualidade, o que o ajudou a se destacar a ponto de ser convocado para a seleção nacional nos últimos anos, onde já marcou dois gols em sete partidas.
Histórico. É assim que Marcelinho define o feito concretizado no mês de março, ao término da liga. “Importante não só para o clube, mas como para mim também. Oito anos no país sendo oito vezes campeão da liga é realmente de se admirar e ficar orgulhoso”, afirmou o amazonense.
Embora tenha atingido esse número marcante de títulos, o jogador entende que para ficar, definitivamente, nos livros do futebol búlgaro, faltam dois para que o recorde de nove títulos seguidos do CSKA Sofia seja batido. “Tenho mais um ano de contrato com o clube, então é certo que vou estar na disputa pelo nono. Quem sabe eu não esteja em mais uma temporada com o Ludogorets e atinja essa marca de dez anos consecutivos sendo campeão. Tem sido cada vez mais difícil, pois os clubes búlgaros se preparam cada vez melhor”, completou o vice-artilheiro do time na campanha do octacampeonato.
Distante do Amazonas desde quando saiu, ainda na adolescência, para jogar na base do São Paulo, Marcelinho é um dos principais representantes do estado no futebol mundial. “Representar não só o Amazonas, mas também minha cidade Manacapuru, é prazeroso. Fico muito feliz, porque sei bem e senti na pele como é difícil sair do nosso estado para jogar futebol”, destacou o camisa 84 – referência a seu ano de nascimento -, que não descarta uma volta para atuar em um time amazonense no futuro.
Antes de chegar à Europa, Marcelinho ainda jogou nos estados do Paraná, em São Paulo, novamente, e até no Kuwait, pequeno país do continente asiático. Há oito anos na Europa e ambientado ao país, o jogador diz que a adaptação foi complicada no começo.
“É normal, alguns conseguem se adaptar e outros não. Hoje, eu e minha família podemos dizer que conseguimos. A cidade em termos de segurança é muito boa para se viver”, apontou o manacapuruense, dizendo que o frio foi e ainda é um obstáculo considerável para ele, mulher e os dois filhos. “A gente sofre um pouco, mas totalmente adaptado”, completou.