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‘Ano que vem é só trabalhar mais’, diz atleta Micaelly Brazil

Após conquistas individuais em 2024, Micaelly Brazil projeta um 2025 com títulos por Ferroviária e Seleção Brasileira

Publicado em 28/12/2024 às 13h04
‘Ano que vem é só trabalhar mais’, diz atleta Micaelly Brazil
Foto: Rafael Zocco/Ferroviária e Livia Villas Boas/CBF

Com o ano de 2025 ‘batendo na porta’, a retrospectiva de 2024 vem à tona em nossas mentes, relembrando os momentos vividos ao longo de 366 dias. Para a atleta Micaelly Brazil dos Santos, o saldo foi bastante positivo, mas a expectativa da amazonense é de que, em 2025, a temporada seja ainda melhor.

Individualmente, a meia da Ferroviária viveu um ano mágico. Eleita melhor meia do Campeonato Brasileiro Feminino – Série A1 2024, Micaelly recebeu a Bola de Prata, premiação da ESPN realizada em São Paulo. Outro prêmio foi o de melhor meia do Paulistão Feminino, concedido pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Além disso, 2024 marcou o retorno de Mica à Seleção Brasileira – algo que não ocorria desde 2022 -, atuando em amistoso contra a Colômbia.

Por outro lado, não houve conquista por parte das Guerreiras Grenás. Na Série A1, a Ferroviária foi eliminada nas semifinais para o São Paulo, nos pênaltis. Na Libertadores, o clube caiu ainda na primeira fase, ao empatar todos os três jogos disputados. Por fim, no Paulistão, a eliminação veio na fase semifinal, diante do Palmeiras – que acabou ficando com o título estadual.

À convite da ESPN Brasil, a reportagem de A Crítica esteve presente na 55ª edição do ESPN Bola de Prata Aposta Ganha, realizado no dia 9 de dezembro. Na ocasião, a meia natural de Autazes repetiu o feito do atacante Berg que, em 1987, pelo Botafogo, conquistou o prêmio mais tradicional do futebol brasileiro. Em entrevista exclusiva, Micaelly compartilhou sua retrospectiva, seus objetivos para a próxima temporada e exaltou o carinho que possui por sua cidade natal.

“Eu sempre falo que Autazes é minha cidade favorita. Retorno para passar as férias com meus amigos, minha família, onde aproveito ao máximo porque são poucos dias que passo com todos eles. São apenas duas vezes no ano que eu vou e é sempre uma honra poder voltar, recebendo o carinho de todo mundo”, inicia Mica, brincando com o fato de que, em casa, pode deixar o futebol de lado e relaxar.

“Não tem muita coisa para fazer em Autazes, mas eu aproveito muito a companhia da minha família e dos meus amigos. O que eu amo é poder estar perto deles, recebendo carinho e recuperando as minhas energias também, porque não é fácil ficar quase um ano longe só pensando em futebol”, pontua.

Algo a conquistar

Micaelly iniciou a carreira no Iranduba, fazendo parte da histórica campanha do Hulk em 2017, quando o clube alcançou as semifinais do Campeonato Brasileiro Feminino. A meia também passou por Sport, Avaí/Kindermann, Cruzeiro e São Paulo, até que em 2024, assinou contrato de uma temporada com as Guerreiras Grenás. Com 8 gols e 3 assistências em 32 jogos – sendo 6 gols e 2 assistências em 17 jogos na Série A1 -, Mica teve o contrato renovado até o final de 2026.

Grande força do futebol feminino, ostentando dois títulos do Campeonato Brasileiro (2014 e 2019) e da Copa Libertadores (2015 e 2020), a Ferroviária anunciou, no dia 23 de dezembro, que terá um centro de treinamento para uso exclusivo do futebol feminino – assim como o Instituto 3B da Amazônia. Ciente de que representa uma equipe tradicional, Micaelly almeja um 2025 de conquistas com a Locomotiva.

“A gente sabe que, coletivamente, não foi bem. Não por conta do elenco que nós temos e nem do trabalho também, mas por não termos chegado em finais e não termos conquistado um título esse ano. Sabemos da nossa qualidade, o trabalho da nossa treinadora é muito bom. Mas, individualmente, fico muito feliz pela premiação. Ano que vem é só trabalhar mais, evoluir mais, para ajudar a Ferroviária nos anos que eu estiver lá e, se Deus quiser, chegarmos nas finais e que possamos conseguir títulos”, declara.

Além das conquistas com a Ferrinha, Micaelly também sonha em poder conquistar títulos pela Seleção Brasileira. Quando ainda era uma jovem promessa, Mica foi convocada diversas vezes para as seleções de base, chegando a disputar a Copa do Mundo Feminina Sub-17 em 2016 – marcando gol da vitória sobre a Nigéria – e sendo campeã da Liga Sul-Americana Feminina Sub-19 – disputada entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020.

“É muito gratificante voltar a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Sei que ainda tenho muito a evoluir, mas sigo trabalhando e entrego tudo nas mãos de Deus, para ter essa oportunidade de novo”, finaliza a atleta, que ao lado de Marília Furiel – natural de Manaquiri e atacante do Cruzeiro -, são as maiores esperanças de convocação do Amazonas para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.