Apaixonadas por voleibol, mãe e filhas formam time na vida e nas quadras
O esquadrão familiar de vôlei, que atua tanto nas quadras de areia quanto nas de praia, se divide em duplas para encarar os desafios do circuito amazonense da modalidade.
Todo time em grande fase se resume a entrosamento, boa estrutura física e psicológica, seja qual for o esporte coletivo. Mas sabe o que pode ser melhor que tudo isso? Uma equipe formada por integrantes da mesma família. Um clima perfeito, pois tudo se resolve em casa e o laço sanguíneo será sempre o ponto forte do time em cada desafio.
E como resumo de tudo isso, a mãe Anazilda Costa e as três filhas, Caroline, Karine e Aline Costa da Silva formam em solo baré, no vôlei de quadra e nas areias, um esquadrão apaixonado pela modalidade. Principal responsável por incentivar as filhas no vôlei, Anazilda relatou o inicio da formação desse time feminino de mesma genética.
“Eu brincava na quadra e tinha que levar sempre elas comigo, pois não tinha com quem deixar. Aí chegava lá elas ficavam brincando com a bola. Elas foram crescendo e depois coloquei elas para treinar no CDC da Alvorada 1, porque eu trabalhava e não tinha com quem deixar. Então iam as três juntas treinar”, contou a mãe coruja.
O esporte e a educação estão presentes na vida das quatro atletas, e Anazilda destacou o vôlei como ferramenta primordial para formação das filhas.
“Acredito que o vôlei foi importante nas nossas vidas, e acredito que o voleibol é um esporte muito belo. E isso foi fundamental, bem legal para a formação delas”, afirmou.
Bloqueio paterno
Diferente de muitos atletas que foram estimulados pelo apoio familiar, as quatro mulheres do vôlei enfrentaram uma grande barreira: o pai.
“Tivemos algumas barreiras sim, porque o pai nunca apoiou em nada, não gostava. Então nós sempre tivemos esse impasse, mas eu sempre estive à frente disso levando elas”, desabafou Anazilda, que contou uma das peripecias das filhas em casa por conta do vício pelo voleibol.
“Tem muitas histórias. Uma é da época em que a gente ficava o dia fora trabalhando e elas já eram pré adolescentes. Então elas colocavam um cano no corredor e ficavam batendo bola. Em uma dessas vezes a lâmpada quebrou, e elas ficaram doidas porque o pai era muito carrasco. Ele perdoou na primeira, mas quando foi a segunda vez que a lâmpada quebrou, eu tive que sair do trabalho e comprar uma outra lâmpada, pois se o pai delas chegasse e visse aquilo, elas iam levar uma surra dele”, relembrou a mãe Anazilda.
Felicidade
Orgulhosa das filhas, Anazilda Dias disse que o vôlei foi uma das melhores escolhas na vida da família de atletas.
“Esse esporte realmente agrega muito na formação, tanto que depois elas não queriam mais saber de outra coisa e começaram a ser bolsistas para participar de campeonatos pela Nilton Lins, Miguel de Cervantes. Depois foram para a seleção amazonense até finalizar a categoria, até os 18 anos”, ressaltou.
A filha mais velha de 24 anos, Carol, revelou a sensação de atuar junto das irmãs e a mãe, as outras mulheres da família.
“É uma das melhores que eu poderia ter na vida e acredito que o vôlei uniu muito a gente. E nesse ano a gente se uniu pra ir jogar os Jogos Universitários, onde a gente disputou o pré-regional, e conseguimos ir para o nacional. Foi algo mágico porque a nossa mãe estava na arquibancada torcendo e cuidando das filhas. E olhar para o meu lado na quadra e ver as minhas irmãs jogando ali comigo foi algo indescritível”, destacou Carol, ressaltando a importância do esporte.
“É muito bom a gente ter a família para tudo. O vôlei foi uma verdadeira transformação na nossa vida, de toda a nossa família”, concluiu Caroline Costa.
Caçula da família com 20 anos de idade, Aline falou sobre ter o voleibol ‘nas veias’.“É muito bom porque a gente gosta das mesmas coisas. Toda nossa família se reúne em nossos momentos de lazer, e isso é muito importante para todas nós”, finalizou Aline Costa.