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Arcangelo Anjo avança à semifinal do ‘Fight do Milhão’

Após vitória por pontos sobre Eliwelton Travassos, amazonense encara Cleiton Morais, em agosto

Publicado em 17/06/2025 às 22h16
Arcangelo Anjo avança à semifinal do ‘Fight do Milhão’
Foto: Caftos / Jungle Fight

O lutador amazonense Arcangelo Anjo venceu seu primeiro desafio no ‘Fight do Milhão’, em Brasília. O evento realizado pelo Jungle Fight reúne oito lutadores da divisão dos leves, no qual apenas um sairá com o prêmio de meio milhão de reais. A vitória foi diante de Eliwelton Travassos, por decisão unânime (triplo 30-27).

Em conversa ao A Crítica, Arcangelo explicou que precisou alterar sua estratégia durante o combate, por conta de uma situação fora do comum. Ainda no primeiro round, o amazonense não conseguia fechar as próprias mãos, o que inutilizou parte de seu jogo.

“Focamos bem mais na parte da trocação, sair na mão mesmo, procurando o nocaute, mas Deus sabe de todas as coisas. Acabou que a luta se desenvolveu, na nossa estratégia, para o grappling, abusando bastante disso até chegar na vitória. O Eliwelton é um cara duro, forte, com uma resistência boa e, no decorrer do primeiro round, eu não sei explicar o que aconteceu, mas as minhas mãos não fechavam e não abriam após meu primeiro katagatame, e assim foi da metade do primeiro round até o final da luta”, inicia Arcangelo, que prossegue.

“O meu antebraço travou totalmente, ficou inchado e travou. Não conseguia dar um soco decente, nem progredir nas finalizações, e meu pensamento foi de procurar a finalização mais limpa possível para vencer. Eu só não nocauteei ou finalizei porque realmente as minhas mãos não funcionavam, algo fora do comum, pois não senti cansaço e os socos dele foram superficiais, nada que me tivessem me causado um dano mais forte”, detalha.

Vale destacar que a preparação de Arcangelo para o confronto foi bastante intensa e a próxima luta, agora pela semifinal, acontece em agosto, contra Cleiton Morais.

“A gente foi bastante preparado, fiz um treino intensivo de pouco mais de um mês e meio, de jiu-jitsu, luta livre, boxe, muaythai, capoeira. Quando surgiu o oponente, tanto eu quanto meus mestres o estudamos, desenvolvendo um jogo bom para construirmos a vitória”, finaliza.