Com apenas 14 anos, Kaila Silva é promessa do jiu-jitsu amazonense
Com uma coleção de medalhas e dois cinturões, ela espera em breve ser uma lutadora mundialmente conhecida
“Meu sonho é ser uma lutadora olímpica, uma grande lutadora a nível mundial”, são essas as palavras que a estudante Kaila Silva, de apenas 14 anos usa como mantra para conquistar seu espaço no cenário do jiu-jitsu amazonense. Com mais de 40 medalhas no currículo, ela impressiona pela imponência no tatame e na objetividade em vencer, dentro e fora do esporte.
Em conversa com o A Crítica, a jovem lutadora revela que chegou ao mundo da luta quase que por acidente. Seu sonho era ser bailarina, mas quis o destino, que ela tivesse contato com um kimono e um tatame, para que tudo mudasse em sua vida.
“Eu tinha sete anos de idade quando comecei a lutar, isso em 2014. A luta hoje pra mim é maravilhoso, o jiu-jitsu é o melhor esporte que apareceu na minha vida, quando eu me mudei pra cá (comunidade União da Vitória), eu tinha vontade de fazer balé, eu queria ser bailarina, então eu não pude fazer e, quando procuramos um outro esporte para que eu pudesse fazer e encontramos no jiu-jitsu uma oportunidade, eu gostei muito”, comentou Kaila, que prosseguiu:
“Agradeço a Deus pela oportunidade de lutar e competir, eu quero ser sim uma grande lutadora, meu sonho é ser uma lutadora olímpica, uma grande lutadora a nível mundial, quero ser conhecida no Brasil e no mundo, quero dar orgulho aos meus pais”.
Mesmo com pouca idade, Kaila já ostenta um cartel respeitável levantando troféus importantes que valorizam ainda mais a sua, até aqui, breve carreira de lutadora. Ela representa nas competições o ‘Projeto Libiane’, atualmente casa de treinamentos da jovem.
“Já disputei competições, daqui no estado do Amazonas eu lutei em competições da a FJJAM (Federação de Jiu-Jitsu do Amazonas) e da FAJJPRO (Federação Amazonense de Jiu-Jitsu Profissional), e a que mais me marcou, que eu tive mais emoção foi a da FAJJPRO. Ela me deixou mais emocionada, foi mais difícil, eu tive muitas dificuldades, então foi muito emocionante”, disse a lutadora, que comentou ainda o sentimento de ser campeã de forma tão precoce.
“Pra mim essas competições foram importantes, porque ganhar uma medalha, ficar em primeiro lugar, não é nada fácil, você vai lá e luta, fica nervosa e tudo isso faz parte da experiência, mas quando a gente consegue o resultado é maravilhoso”.
Perseverante no seu sonho, Kaila valoriza todas as suas vitórias e explica como conquistou boa parte de suas medalhas e suas características de luta. Ela revela ainda um motivo muito especial para ser persistente na busca de seus objetivos.
“Desde pequena eu participo de campeonatos e desafios. Eu já tenho muitas lutas e 40 medalhas. São 20 de ouro, mas algumas foram por W.O, eu tenho dois cinturões também. Meus jogos de luta são quase sempre por cima, eu busco sempre finalizar com triângulo, arm lock, são minhas finalizações preferidas. E eu me dedico muito, quero ter uma grande carreira, porque eu quero dar o melhor aos meus pais, por isso me mantenho firme e forte pelo meu futuro”.