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A Crítica
Esportes

Com direito a cadela da sorte, Olímpico surpreende em primeira participação do Peladão

Olímpico FC tem estreia de gala no Peladão, conta com uma cadela como talismã e alcança as semifinais na sua primeira participação no torneio

Publicado em 27/12/2016 às 08h00 · Atualizado em 11/03/2022 às 20h27
Com direito a cadela da sorte, Olímpico surpreende em primeira participação do Peladão

O ano de 2016 vai estar marcado para sempre na história do esporte. A vinda dos Jogos Olímpicos para o Brasil movimentou não só o país, mas todo o mundo em torno do maior evento esportivo do planeta.

Do mesmo modo, 2016 vai ser sempre marcado na história do futebol do bairro do Crespo, coincidência ou não, o responsável por isso é o time Olímpico, que disputa a categoria Master do Peladão Brahma.

Em sua primeira participação na competição, o time já alcançou as semifinais e está entre os quatro melhores times da modalidade. “O Olímpico é um time da comunidade, ao longo destes anos sempre nós disputamos torneios fora e dentro de casa. Este ano resolvemos colocar o time pela primeira vez na competição porque nossos atletas desde a base jogam por aí e nesse ano resolvemos unir os amigos e colocamos o Olímpico Master que hoje é esse sucesso que tá na reta final da competição”, explicou Pedro Martins, técnico da equipe.

Durante a campanha o time enfrentou equipes de tradição, como Cidade Nova Master e segue avançando na competição. O único revés veio ainda na primeira fase. Muitos motivos poderiam ser usados para justificar a derrota. O argumento poderia ser um falha da defesa ou falta de precisão no ataque, mas por aqui a justificativa é outra: A mascote do time, talismã da sorte, a cadela Laila. “Ela sempre veio na competição, ela sempre foi o talismã do clube. Sempre que vamos disputar as partidas maiores e, por incrível que pareça, a gente vence. No único jogo que ela não foi, nós perdemos. Desde então nós não podemos deixar a mascote”, explicou Pedro, rindo, ao relembrar a trajetória da mascote.

Se dentro de campo o time demonstra raça para enfrentar os adversários, a força de vontade passa também pela mascote.

“Ela (Laila) tá gripada da última partida porque enfrentou um vendaval, mas nós trouxemos ela pro campo e mais uma vez nos sagramos vencedores”, confessou Pedro.

Há quem diga que a superstição de Laila ou até por uma certa sorte de principiante podem explicar o bom momento da equipe. Mas fora do campo místico, o futebol fala por si só.

“O diferencial é que é um time que foi crescendo ao longo da competição. É um time de comunidade, onde o pessoal se juntou, se uniu. O elenco, todos nós, já jogamos juntos a muito tempo. Aqui a gente jogada desde o juvenil, tem irmãos no time, então a gente já tava com esse projeto sempre jogando por times de fora e nunca nos unimos para jogar pelo time da comunidade. Eu tenho certeza que essa relação que nós temos de muito tempo ela acabou contribuindo para que a gente tenha o sucesso no decorrer das partidas”, explicou Regilson, um dos craque do time.

Em sua forma mais plena, o Peladão consagra um time que tem como seu maior amuleto de sorte a própria torcida, a própria comunidade. “O conhecimento, a parceria, a amizade, tudo isso hoje é o diferencial. A comunidade que se envolve, então a gente tá lá dentro correndo e a gente olha pra fora tem uma comunidade, tem a mãe, meus primos, meus irmãos, então eu vou dar o gás por ele. E todos aqui tem qualidade, todos jogaram em grandes clubes, e hoje só veio a calhar tudo isso. Eu acho que a soma desses esforços, essa coincidência legal é o sucesso do time”, finalizou Regilson.