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A Crítica
Esportes

Diretor do São Raimundo planeja finanças organizadas para 2023: ‘Nossa ação mais importante’

Após eliminação do Tufão na Série D, Rodrigo Guedes comenta sobre as contas do clube e expectativa por repasse do Governo

Publicado em 05/08/2022 às 21h37 · Atualizado em 05/08/2022 às 21h53
Diretor do São Raimundo planeja finanças organizadas para 2023: ‘Nossa ação mais importante’
Foto: Reprodução/Twitter

O São Raimundo encerrou sua participação no Brasileirão – Série D no último sábado. Eliminado na segunda fase da competição para o Tocantinópolis-TO, o Tufão da Colina terminou sua campanha na 24ª colocação geral da quarta divisão.
 
Apesar do clube estar classificado para a Copa Verde deste ano, a tendência é que o torneio regional seja disputado apenas em 2023. Com isso, o Alviceleste Colinense está em processo de fechamento de temporada, após sete meses ininterruptos de calendário. É o que afirma o diretor de futebol do São Raimundo, Rodrigo Guedes.
 
“Somando os custos do Barezão e da Série D, nosso gasto chegou perto de 1 milhão. Quando eu assumi o clube no final de dezembro de 2021, já não havia dinheiro em caixa. Tivemos que ir atrás de tudo: jogador, treinador, patrocinador, campo para treinar. Pegamos dinheiro emprestado com várias pessoas e, hoje, nossa dívida está por volta de 300 mil reais, porque não podíamos deixar os jogadores sem receber”, detalha Guedes, explicando ainda que a folha do mês de julho será paga com as verbas do Governo – no valor de 390 mil reais, que ainda não saiu – e dos patrocinadores do clube – aproximadamente 30 mil.
 
“Estamos esperando ter as condições necessárias para pagá-los, pois nossa dívida está alta e, com esse dinheiro que ainda tem para entrar, vamos quitar essas dívidas e iremos passar a planejar imediatamente a temporada de 2023”.
 
Organização

Em julho do ano passado, o São Raimundo recebeu 100 mil reais do Governo do Amazonas e, ainda no segundo semestre de 2021, solicitou à CBF um adiantamento referente a verba da primeira fase da Copa do Brasil, de aproximadamente 186 mil reais. Porém, o restante da verba da competição nacional não chegou ao clube, por conta de um processo movido pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), referente a direitos de imagem pela transmissão dos jogos da Série B do  Brasileiro de 2002.
 
Guedes não teve acesso aos recursos que chegaram ao clube na época. Além disso, o São Raimundo deixou de arrecadar – em junho deste ano – um aporte financeiro da Prefeitura, já que não possuía documentos necessários. 
 
“O mais importante é fazer com que o São Raimundo seja um clube organizado, com administração, com gestão e sem improvisos. Precisamos de um clube que tenha suas finanças equilibradas e documentação (em dia). Nós deixamos de receber 200 mil reais da Prefeitura porque não tínhamos os documentos (necessários), perdemos 392 mil reais em uma ação judicial, porque quando entrou recurso da CBF (verba da Copa do Brasil), esse dinheiro foi imediatamente bloqueado. Essa precisa ser nossa ação mais importante, senão o São Raimundo será um desses clubes que, um dia, já foram gloriosos, mas sumiram”, finaliza.