Documentário busca explorar origem do jiu-jítsu na Amazônia
‘O clã das jiboias, as raízes do jiu-jitsu na Amazônia’ tem previsão de lançamento para março de 2022 e pretende ser lançado em uma das salas de cinema na cidade de Manaus
Buscando desvendar a origem da arte suave na região, o documentário ‘O clã das jiboias, as raízes do jiu-jitsu na Amazônia’, do diretor e roteirista Heraldo Daniel Moraes, de 40 anos, tem previsão de lançamento para março de 2022 e já se encontra em sua fase de montagem. Em entrevista ao CRAQUE, Heraldo contou que a sua inspiração para desenvolver este trabalho veio da sua paixão pela arte suave e um ‘empurrão’ de um velho amigo dentro do esporte.
“O que me motivou a fazer o projeto é que eu já fui praticante de jiu-jitsu. Eu sempre fui apaixonado pelo esporte e como eu me envolvi na pesquisa, na história da imigração japonesa que trouxe o jiu-jitsu para cá, o Almério Augusto me deu esse argumento para trabalhar. Como ele é quarto grau na faixa preta, a gente é muito amigo, sabe que eu sou diretor de cinema, então ele me perguntou por que a gente não faz um filme sobre a história do jiu-jitsu e eu topei. Foram alguns anos aí ralando, entrando em vários editais, batemos várias vezes na trave e agora saiu o recurso pela lei Aldir Blanc”, contou o diretor.
Heraldo explicou para a reportagem que o documentário pretende explorar três momentos do percurso do jiu-jitsu na Região Norte: a pré-história, a retomada e a exportação.
“Primeiro é a imigração dos japoneses no começo do século XIX, vindo para a América. Depois descendo, Cuba, México e chegando na Amazônia, passando por aqui e indo para Belém, que tem o Carlos Gracie bebendo da fonte, aprendendo o jiu-jitsu no Pará e levando para o Sudeste. Essa é a pré-história”, afirmou o diretor, que continua.
“A retomada já é o Reyson Gracie, que é filho do Carlos. Olha que coincidência: o Carlos, que bebeu da fonte na Amazônia e o seu filho, que vem para o Amazonas e funda a primeira federação de jiu-jitsu em 1976. Aí depois veio Osvaldo Alves, que deu sequência no trabalho do Reyson. Esse núcleo foi o que formou os primeiros faixas pretas de jiu-jitsu e aí saíram as academias, como: NV, HBJ, Monteiro, Cássio Façanha, Barraco. Foram essas as academias da retomada, que fizeram a base do jiu-jitsu ficar forte em 1980 e 1990”, explica Moraes.
Equipe técnica
Além de Heraldo, formado em comunicação social e pós-graduado em cinema, o time ainda conta com Gustavo Soranz como produtor executivo e roteirista. A direção de fotografia fica à cargo de Erlan Sousa. Caio de Biasi no som direito e Rilso Heros e Almerio Augusto Castro no núcleo de pesquisa.
O documentário pretende ser lançado em uma das salas de cinema na cidade de Manaus, em evento para convidados e com ícones do esporte, além de profissionais da educação, imprensa e alguns protagonistas do filme. O evento também terá entrega de placas para os envolvidos no filme, além de sessão de fotos e autógrafos. O longa terá 90 minutos de duração.