Gêmeas da Natação são destaque em Estadual
As irmãs Juliana e Mariana Hayashi falaram ao A Crítica sobre a ‘rivalidade’ dentro da piscina
Na sua essência, competir é buscar se sobressair contra outros. Dentro do alto rendimento, essa máxima é um pré-requisito, sem chances para negociação. Mas e quando a competição começa dentro de casa? O jornal A Crítica entrevistou as gêmeas Juliana e Mariana Hayashi, de 13 anos, que foram destaques do Campeonato Amazonense de Natação, organizado pela Federação Amazonense de Desportos Aquáticos (Fada), que aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de dezembro.
O ritual das duas já inicia antes mesmo da competição começar. Segundo elas é natural não ter nenhuma conversa pré-torneio, com cada uma respeitando o espaço da outra. Nos próprios treinos é costumeiro Juliana e Mariana treinarem em raias diferentes ou até mesmo em horários distintos.
Mais competidora do que Mariana, Juliana, que venceu os 50 livre, 100 livre e costa, 100 borboleta e os 200 costa, falou sobre a competição que tem com a sua irmã. “O importante é vencer nas provas em que sou mais adaptada. Por exemplo, a minha irmã é melhor nas provas de peito, então eu aceito perder para ela nesses tipos, mas quando a prova é onde eu domino, aí eu faço questão de me esforçar para vencer, eu treino para a ser melhor no que eu faço”, afirmou.
Para Mariana, que levou nos 100 e 200 peito, além dos 50 borboleta, a rivalidade é saudável para o crescimento de ambas. “Eu não me importo muito com isso, se eu vencer fico feliz, mas se não acontecer, a vida continua. A Juliana é melhor que eu em algumas provas, já eu sou melhor em outras, a nossa disputa acontece, acho que isso no final das contas é saudável, pois ajuda a gente a melhorar, uma vai fazendo a outra ficar melhor”, concluiu.
Palavras do treinador
Técnico das gêmeas, o professor Leandro Freire, do Instituto Pedro Nicolas, falou que nem sempre a rivalidade entre as duas foram flores. Ele explicou que já teve até que separar empurrões. “Rola uma rivalidade, mas é uma rivalidade saudável. Antes já foi pior, de vez em quando rolava uns empurrões, umas caretas, mas tudo isso foi mudando, hoje é uma disputa entre elas que só faz cada uma delas evoluírem, ficando apenas no esporte, pois além de irmãs, elas são amigas”, disse Leandro.
Para Leandro, o foco é direcionar este trabalho para potencializar o talento de ambas, que foi rapidamente identificando assim viu as duas pela primeira vez. “A gente identificou o talento e o potencial delas desde novas e estamos trabalhando para construir o futuro promissor que elas têm no esporte. Elas já são recordistas amazonense, a Juliana já foi finalista no Brasileiro, a Mariana vem se destacando nas provas de peito e borboleta, então quando houve a identificação deste talento nós procuramos lapidar para justamente extrair o melhor de cada uma delas.