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A Crítica
Esportes

Goleiro do Penarol é dúvida para decisão de domingo, em Itacoatiara-AM

Rascifran foi o herói do bicampeonato do Leão da Velha Serpa em 2011. Contundido, “a muralha” pode ficar de fora da semifinal do primeiro turno do Amazonense, contra o tubarão

Publicado em 02/03/2012 às 12h03 · Atualizado em 19/03/2022 às 16h20
Goleiro do Penarol é dúvida para decisão de domingo, em Itacoatiara-AM
Foto: Raiscifran jogou pouco em 2012, mas foi dicisivo em 2011

O empate contra o Princesa não era o resultado que o único invicto do estadual esperava obter em Manacapuru. Pela circunstância do partida, porém, o placar não pôde ser considerado um tropeço. O 1 a 1 na bagagem só não foi mais comemorado por conta da contusão contusão do goleiro Rascifran.

Herói da conquista do bicampeonato do Leão da Velha Serpa, quando pegou dois pênaltis na decisão contra o Nacional, o dono da camisa 1 do Penarol deixou a primeira partida da semifinal no intervalo, sentindo uma contusão no músculo adutor da coxa direita e é dúvida para o segundo confronto contra o Tubarão, no próximo domingo, no estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara .

“O incômodo veio na hora que dei um carrinho aos 35 minutos do primeiro tempo para tentar evitar um escanteio. Logo que terminei a jogada pedi substituição, mas decidi ficar até o intervalo”, revelou o goleiro Rascifran, que ainda lamentou que a jogada tenha sido em vão, pois o escanteio não foi evitado.

Rascifran tem um substituto competente. Carlão vem agradando o técnico Roberto Oliveira com suas apresentações seguras. Mas, é inegável: Rascifran em campo é sinônimo de melhorar no time. Os números comprovam.

Dono da segunda melhor defesa da Taça Amazonas, primeiro turno do Campeonato Amazonense, com apenas seis gols sofridos – a melhor é a do Nacional, com quatro -, o Penarol só viu sua meta ser vazada uma vez quando Rascifran esteve à frente de sua meta. Para tristeza do goleiro e da torcida do Leão da Velha, no entanto, esses momentos foram poucos. Somente dois jogos e meio (225 minutos). Uma contusão na panturrilha direita, sofrida quando faltavam três dias para o início da competição, o afastou dos gramados por quase um mês.

“Só retornei na oitava rodada, contra o Fast (quando sofreu o único gol). Confesso que não está sendo fácil ficar de fora das partidas. O Carlão (reserva) é um grande goleiro e tem dado conta, mas sabe como é jogador, né? Nós queremos jogar”, admite o fominha com franqueza.

Rascifran está confiante que a maré de más notícias cessou na quarta-feira, e ele entrará em campo, repetindo a sensação que se acostumou desde que atua no Penarol. “Quero ver aquele estádio cheio novamente, em uma partida decisiva. É muito bonito. Só não quero que a decisão de quem vai para a semifinal seja nos pênaltis. Quero vencer no tempo normal. Pênalti é muito sofrimento!”, alerta o goleiro, com a certeza de que o desempenho espetacular obtido no ano passado já reservou um lugar na galeria de heróis pelo clube.