Manaus pode sediar campeonato nacional de vôlei para deficientes
Em exclusiva com A Crítica, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei para Deficientes revela grandes chances de Manaus sediar Campeonato Norte/Nordeste
Manaus, a capital baré, pode sediar pela primeira vez em sua história, o Campeonato Norte/Nordeste de Vôlei para Deficientes no naipe masculino. O certame acontecerá nos dias de 4 a 9 de Maio, porém ainda são necessários ajustes para que o ‘martelo’ seja batido em relação à sede.
Em entrevista exclusiva ao CRAQUE, na tarde de ontem (14), o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei para Deficientes (CBVD), Ângelo Alves, disse estar otimista em relação à escolha de Manaus, mas que precisa de mais apoio para firmar a parceria com o município.
“Estive conversando com alguns gestores de órgãos, porque temos dificuldade em trazer os atletas do Nordeste para cá. Hospedagem e transporte aéreo para todos acaba ficando bem caro.”, destacou o atual mandatário da CBDV.
O maior objetivo da realização do torneio em solo baré, segundo Ângelo, é disseminar a modalidade.
“Nós temos o Centro de Treinamento para deficientes em São Paulo, que pode receber todas as competições com custo zero em passagens e alimentação. Porém, o nosso grande interesse é descentralizar a localidade dos atletas e fazer com que surjam novos estados nesse esporte”, afirmou o presidente a respeito do baixo incentivo ao vôlei para deficientes fora do eixo Rio-São Paulo.
Para o presidente, Manaus justamente por não ter um time da modalidade e tradição no esporte, seria um local ideal para realizar a competição.
“Queremos expandir e divulgar, para que em todos os estados a gente tenha uma base. Daqui mesmo temos uma atleta medalhista paralímpica e do pan-americana também”, disse referindo-se à Laiana Barbosa, maior atleta amazonense de vôlei sentado.
À frente da Confederação há dois anos e meio, Ângelo ‘roda’ o Brasil em busca de novos talentos para o esporte e principalmente com a missão de renovar a atual seleção feminina e masculina. As duas categorias inclusive já possuem vaga garantida nos jogos de Tóquio neste ano.
“Esse trabalho que nós fizemos além de trazer novos times filiados, também queremos fazer o processo de renovação da seleção brasileira. Esse ano após as Paralimpíadas inclusive vamos criar uma seleção apenas com novos talentos”, concluiu.