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A Crítica
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Márcio Fernandes não é mais técnico do Amazonas

Após a derrota para o Figueirense, pela Copa do Brasil, o treinador e seu auxiliar foram demitidos

Publicado em 13/03/2026 às 19h51
Márcio Fernandes não é mais técnico do Amazonas
Foto: João Normando / AMFC

O Amazonas anunciou a demissão do técnico Márcio Fernandes na tarde desta sexta-feira (13). Em nota oficial, o clube aurinegro agradeceu ao treinador pelos serviços prestados durante sua passagem e informou que o auxiliar Márcio Fernades Júnior também deixa a Onça-pintada, que já está trabalhando na definição do novo técnico.

Em entrevista coletiva após a eliminação para o Figueirense, pela terceira fase da Copa do Brasil, o agora ex-técnico do Amazonas havia comentado sobre o fato de talvez não ter tempo para conhecer seus atletas, ao explicar que com a chegada de novos reforços, ainda não reconhecia o aspecto mental de alguns dos seus comandados.

“Cada jogador tem um jeito, uma reação. Tem jogadores que reagem bem com pressão, tem outros que não, então é difícil. O grupo que a gente tem hoje eu não conheço tanto assim para saber qual jogador, que entrar pressionado, vai render mais. A gente ainda está conhecendo os jogadores e isso leva tempo, e nem sempre no Brasil a gente tem esse tempo”, detalhou.

Com pouco mais de três semanas até o início do Campeonato Brasileiro – Série C e eliminado da Copa do Brasil, o Amazonas foca todas as suas atenções para seu último compromisso no Barezão 2026: a final geral. Garantido na decisão por conta do título do primeiro turno, o clube aurinegro aguarda pelo vencedor do segundo turno, disputado entre Nacional e RPE Parintins neste sábado (14).

Antes se ser informado de sua demissão, Márcio Fernandes ressaltou o quão difícil é conquistar o Barezão, citando as outras equipes amazonenses eliminadas na Copa do Brasil: Manaus, que caiu para o Londrina, e Manauara, que perdeu para o Fortaleza.

“Eu queria chamar atenção a uma coisa: às vezes a gente não dá valor a nós mesmos. A gente sempre fala, e isso não sou eu, isso é falado por todos, que o Campeonato Amazonense é um campeonato fraco. O Fortaleza veio aqui e ganhou de 1 a 0, o Londrina veio aqui, empatou e ganhou nos pênaltis, mostrando que o campeonato não é isso que falam. É um campeonato difícil, que tem qualidade, agora nós mesmos não damos valor para o produto que a gente tem”, afirmou.

No Barezão, o Amazonas não marcou um único gol nos últimos cinco jogos. Na final do primeiro turno contra o Nacional, a vitória veio nos pênaltis após empate sem gols no tempo normal. Em três jogos da fase de grupos do segundo turno, vieram mais três empates por 0 a 0. Na fase de playoff, o clube aurinegro voltou a enfrentar o Nacional, mas sofreu uma pesada derrota por 3 a 0 e acabou eliminado.

“Toda vez que a gente tem chance e não marca gols, a gente dá chance também para o adversário, num momento, concluir e ser feliz. O futebol é gol, e quando a gente não consegue isso, a gente não tem que lamentar uma derrota. O que eu quero passar é que a ânsia, de querer fazer logo o gol, prejudica. Você, às vezes, tem uma jogada que no treino faz com naturalidade, e quando você tem uma cobrança muito grande para fazer isso, dos jogadores no caso, a coisa acaba não saindo”, finaliza.

Em atividade desde 2019, o Amazonas disputou oito finais em sua história, vencendo sete delas e perdendo apenas uma. Foram três finais de primeiro turno (2024, 2025 e 2026), duas finais gerais de Barezão (2023 e 2025), uma final de segunda divisão estadual (2019) e a final do Brasileirão Série C (2023). A única derrota aconteceu na final geral do Barezão de 2024, quando o clube aurinegro foi derrotado nos pênaltis para o Manaus.