Nacional joga contra Monte Roraima em clima de final
Técnico Júlio Cesar Nunes falou sobre preparação do Nacional durante as semanas livres e mentalidade para o último jogo da primeira fase
Na Série D do Campeonato Brasileiro, cada rodada é importante. Quanto mais pontos o clube soma, maiores são as chances de fazer duelos decisivos em casa. Muito utilizada por jogadores e técnicos, a expressão “encarar cada jogo como se fosse uma final” não é um exagero se tratando da quarta divisão nacional, e é assim que o Nacional mentaliza a partida deste domingo, contra o Monte Roraima, que acontece às 15h, no estádio Carlos Zamith. O jogo terá transmissão da TV A Crítica.
Com 17 pontos, o Leão da Vila Municipal está garantido no segundo lugar do grupo A1, ciente de que, na próxima fase, faz o jogo de volta do mata-mata em casa. Mesmo assim, a intenção é vencer o confronto de logo mais e torcer para que o Manauara não vença o São Raimundo-RR, o que deixaria o clube azulino na liderança ao final desta primeira fase. Pelo lado do Monte Roraima, o desafio é ainda maior.
A equipe roraimense ocupa atualmente o quarto lugar, com os mesmos 10 pontos do quinto colocado Manaus FC, mas enquanto o Monte Roraima tem saldo -1, o Gavião tem -3. Em entrevista exclusiva ao A Crítica, o técnico do Nacional, Júlio César Nunes, avaliou positivamente a oportunidade de enfrentar uma equipe que tratará o duelo como se fosse uma final, argumentando que isso deixará o elenco cada vez mais pronto para o mata-mata.
“O Monte Roraima tem chance de classificação, precisa do resultado, vem com um investimento alto e uma motivação a mais para este jogo, vai fazer desse jogo uma grande final. Isso é bom para nós, porque nos traz um caráter de jogo decisivo, difícil, muito parecido com o que vai ser no mata-mata. Vejo isso com bons olhos, é uma chance para a gente se impor e mostrar aquilo que queremos na competição”, afirma o técnico.
Com duas semanas de preparação, Júlio César procurou trabalhar o equilíbrio ofensivo e defensivo do elenco. De acordo com o comandante azulino, a partida deste domingo irá mostrar um Nacional mais ‘cirúrgico’, capaz de ter uma leitura de jogo melhor, sabendo a hora certa de avançar para a vitória e se defender quando o adversário estiver atravessando melhor momento no jogo.
“A gente tem como característica jogar cada partida como se fosse uma final. Nesse jogo contra o Monte Roraima, vamos realizar ajustes, jogando como se já fosse a fase de mata-mata, tendo um equilíbrio defensivo. Mesmo nos jogos em casa, precisaremos ter esse equilíbrio, de sustentar momentos em que o adversário possa estar melhor e ficarmos sólidos defensivamente”, detalha Júlio, ressaltando a ofensividade natural da equipe.
“O time tem como DNA uma postura corajosa, agressiva, ofensiva, mas acredito que precisamos desse equilíbrio. Então vamos utilizar esse jogo contra o Monte Roraima para lapidar e ajustar o que for necessário, para podermos entrar no mata-mata da maneira mais forte possível”, completa o técnico, que vai apenas para sua terceira partida na Série D pelo Nacional – além das finais da Copa Norte contra o Paysandu.
Com a experiência de quem está disputando sua sexta Série D, Júlio César comentou sobre essa particularidade da competição, onde cada ponto importa, seja na fase de grupos, seja no mata-mata, já que a todo momento, os pontos são somados para que possam ser definidos os mandantes dos jogos de volta, além dos adversários a partir das quartas de final.
“Lá na frente, essa pontuação pode definir se jogaremos uma partida decisiva em casa e lá na frente, pensando em confrontos de quartas, do primeiro ao oitavo colocado, onde você pode enfrentar um adversário teoricamente inferior. Precisamos pontuar o máximo possível, jogar bem, ter confiança, pois a cada fase que você termina bem, você fica mais forte”, acredita.
Venha o que vier
E por falar em futuros adversários, Júlio César disse que embora já tenha um conhecimento prévio das equipes que pode enfrentar na segunda fase, está primeiramente focado no duelo contra o Monte Roraima, por ainda existir a possibilidade de ficar com a liderança do grupo. Mas independente de quem venha a encarar, o comandante azulino frisa que o mais importante é a questão mental, muito explorada em fases eliminatórias.
“A gente está estudando todos os adversários que tem do outro lado da chave e também vamos buscar a primeira colocação do nosso grupo. Com o adversário confirmado para o mata-mata, aí entra o estudo do adversário, mas somente quando tivermos ele definido. Sabemos que mata-mata é uma fase com particularidades, jogos muito emocionais, então precisamos ter essa leitura de jogo, sabendo aproveitar quando estamos melhor”, finaliza.