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A Crítica
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Nono projeta finalização no UFC Vegas 115

Alessandro “Nono” Costa encara o australiano Stewart Nicoll, neste sábado, no UFC Vegas 115, que inicia a partir das 17h (de Manaus)

Publicado em 04/04/2026 às 15h43
Imagem de Alessandro durante pesagem no UFC. Ele está sem camisa, tem os braços tatuados e está com os braços levantados
Foto: Divulgação/ UFC

Em card repleto de brasileiros, o paraense que cresceu em Manaus, Alessandro “Nono” Costa tenta voltar a coluna de vitórias, quando enfrenta o australiano Stewart Nicoll, neste sábado, pelo peso-mosca (até 56,7kg), no card preliminar do UFC Vegas 115, que terá como luta principal Renato Moicano defendendo a 10ª posição dos leves contra o escocês Chris Duncan. Todas as 13 lutas do card poderão ser conferidas no streaming Paramount+.

Esta será a sexta luta de Nono na maior organização de MMA do mundo. Em suas cinco primeiras lutas, o brasileiro radicado no México acumula uma sequência negativa, com duas vitórias e três derrotas. Em entrevista ao CRAQUE, o ex-morador do bairro Petrópolis, zona Sul da capital, analisou seu cartel dentro do UFC.

“Foram lutas de muita experiência. Minhas duas primeiras derrotas no UFC foram para caras que hoje estão no ranking da categoria. Também tivemos duas boas vitórias, sendo uma delas que rendeu bônus por performance. E, na minha última luta, nada saiu como a gente esperava. Acabei machucando o pé, sei que não posso usar isso como desculpa, mas sabemos que isso faz parte da profissão. Sei que essa luta de sábado será muito importante, os dois chegam com mais derrotas do que vitórias na organização e vai ganhar quem tiver mais inteligência pro combate”, analisou Alessandro, que também destacou o nível da organização.

“Qualquer atleta que chega na organização sente a diferença. Outros atletas que eram fenômenos em outras empresas, chegam no UFC e sentem a dificuldade. Mas cada luta é uma luta, não podemos nos basear 100% no que aconteceu nas lutas anteriores, é preciso separar as coisas. Aqui dentro a gente tem atletas com experiência, que enfrentam outros com pouca experiência, mas acabaram perdendo. Cada luta é diferente e só quem é lutador sente como isso realmente funciona”, destacou Nono.

Análise do adversário

Se o Nono tem um cartel negativo dentro do Ultimate, o adversário ainda não sabe o que é vencer no UFC. O australiano que chegou invicto da organização, acabou sofrendo duas derrotas nas duas lutas que teve, sendo uma delas para outro amazonense, o coariense Lucas “Fenômeno” Rocha. Ao ser questionado sobre o que é possível explorar dessas lutas, Alessandro respondeu.

“Encontramos brechas no jogo dele. Ele foi finalizado na primeira luta dele no UFC, isso já acendeu um bom sinal para trabalharmos o jiu-jitsu e consegui a finalização. Contra o Lucas, como foi uma luta de três rounds, a gente conseguiu explorar bem o que ele pode fazer, isso também foi importante. Conseguimos armar uma boa estratégia, isso me deixa ainda mais confiante, conseguindo evoluir em todos os quesitos nos meus treinos, então estou muito ansioso para sábado”, afirmou a faixa preta de jiu-jitsu da Brazilian Warriors, que continua.

“Como toda luta dele, o primeiro round costuma ser bastante explosivo. Já do segundo round para frente, a gente percebeu que ele vai perdendo o gás. Isso também é uma boa brecha para a gente trabalhar e conseguir a finalização ou o nocaute”, cravou Alessandro.


Antes de entrar para o UFC, Alessandro Costa foi campeão peso-mosca do Lux Fight League. Ao todo, ele chegou ao Ultimate com um cartel de 12 vitórias e três derrotas. (Divulgação/ UFC)

 

Pressão pela vitória

Ao falar sobre o lado psicológico de alguém que ainda tem um cartel negativo dentro do UFC, Alessandro afirma que não sente pressão pelos resultados. E, neste momento, o sentimento é de motivação e empolgação para o momento da luta.

“Confesso que estou um pouco diferente desta vez. Não estou sentindo pressão, o que estou sentindo mesmo é motivação. Estou muito empolgado para fazer essa luta, já quero que chegue logo o momento, estou me sentindo muito bem, fiz um ótimo camp, quero colocar em jogo toda a minha evolução para mostrar que eu estou aí e não sou só mais um dentro da organização”, disse Alessandro Nono.

Sobre a preparação

Ao falar sobre sua preparação para essa luta, Alessandro destacou que chega à luta 100% e feliz por conseguir a terceira vitória dentro do UFC.

“Agora sim posso dizer que estou 100%. A gente sabe que o lutador quase sempre tem algum tipo de problema antes da luta. Mas neste momento não importa nada. Eu me sinto muito feliz, estou com muitos amigos do México que estão vindo para assistir a minha luta, isso é muito importante. Tem brasileiros que moram em Vegas e estão vendendo também. Então, se sentir bem e feliz é algo muito importante para identificar bem”, afirmou Alessandro.

Planos para 2026

Projetando o restante do ano, Alessandro deseja vencer este sábado o mais rápido possível e sem sofrer lesões para conseguir se colocar à disposição o mais rápido possível da empresa.

“A minha ideia é fazer no mínimo e no máximo três lutas, o que seria perfeito na nossa visão. Eu quero vencer o mais rápido possível neste sábado, sair sem lesões e voltar lá pelo mês de junho ou julho para uma segunda luta no ano e terminar o ano com uma terceira lá pelo mês de setembro ou outubro”, projetou Alessandro.

Em suas lutas dentro do UFC, Alessandro Nono venceu Jimmy Flick e Kevin Borjas. E perdeu para Amir Albazi, Steve Erceg e Alden Coria. Seu cartel é de 14 vitórias e cinco derrotas.