Manaus dom, 8 nov
A Crítica
Esportes

Novas regras da Série D são aprovadas por dirigentes do AM

Para mandatários novo formato melhora logística e diminui desgastes de atletas com longas viagens

Publicado em 07/03/2026 às 16h23
Novas regras da Série D são aprovadas por dirigentes do AM
Foto: Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou no início da noite de ontem os grupos da primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Os três times amazonenses que disputarão a competição – Manauara, Manaus e Nacional – ficaram no mesmo grupo: o A1. Ao lado deles, mais três times de Roraima completam a chave: Grêmio Atlético Sampaio (GAS), o Monte Roraima e São Raimundo-RR. A tabela com datas dos jogos deve ser anunciada nos próximos dias.

De acordo com a entidade máxima do futebol brasileiro, as chaves foram formadas a partir de critérios geográficos, observando também questões logísticas, e apresentam no máximo três clubes de uma federação por grupo (veja o mapa). O novo formato pode representar uma melhora para os times amazonenses, que sempre tiveram trajetórias marcadas por dificuldades logísticas ao longo da competição.

Mesmo com os grupos da primeira fase regionalizados, as delegações enfrentavam longas viagens que demandavam muitas horas entre escalas e conexões em aeroportos, uma vez que, exceto por Roraima, onde há acesso por estrada, a única saída do estado do Amazonas é por via aérea. Além dos problemas da malha aérea na região Norte do país, a longa extensão territorial entre os estados e a manutenção das estradas traziam dificuldades.

Para o presidente de honra do Manaus FC, Luís Mitoso, o novo formato beneficia os times e promove menos desgastes aos atletas por diminuir tanto a quantidade de viagens como as distâncias percorridas para os duelos interestaduais.

“Eu acho que com o aumento dos clubes na Série D, também tivemos uma melhor divisão dos grupos, principalmente nesta primeira fase. Nós saímos de oito clubes em cada chave para seis. Agora também, os estados possuem mais representantes, como aqui no Amazonas, agora com três e, quando saem, cruzam com estados mais próximos. Então, falando de logística, há um ganho. Imagina sair menos de Manaus, ter menos desgaste com viagens e logística. Neste primeiro momento, eu enxergo que houve uma melhora e quem ganha são os clubes”, explicou.

O presidente do Manauara EC, Paulo Victor, também comentou sobre a questão logística e avaliou que o formato pode facilitar as viagens das equipes da região Norte.

“Mantiveram o critério geográfico para definir os grupos, pensando no que seria mais viável para os clubes. Eu acredito que essa nova atualização deixou o campeonato mais competitivo, com mais equipes, o que acaba tornando o caminho para o acesso ainda maior. No nosso grupo, especificamente, a logística até melhora em alguns pontos. Não vamos precisar fazer voos tão longos, como para o Amapá ou para o Pará, por exemplo. As viagens ficam mais curtas, como para Roraima, que é cerca de uma hora de avião, e também existe a possibilidade de ir de ônibus. Então acredito que, em termos de logística, vai ser bem tranquilo. É uma região que já conhecemos, sabemos onde ficar hospedados e como funciona. No geral, não teve uma mudança tão significativa assim, mas ficou mais prático para os clubes”, afirmou o dirigente do Robô.

Nova fórmula

Uma das novidades da edição de 2026 é a criação dos playoffs pelo acesso. Após as quartas de final, os quatro clubes eliminados nessa fase terão uma nova oportunidade de subir de divisão. Essas equipes disputarão confrontos extras em ida e volta para definir duas vagas adicionais na Série C do Campeonato Brasileiro.

Dessa forma, o acesso será definido da seguinte forma: quatro clubes semifinalistas garantem vaga direta e dois clubes vencedores dos playoffs completam as seis vagas de acesso. Todos os confrontos do mata-mata e também dos playoffs serão disputados em jogos de ida e volta. Em caso de empate no placar agregado, a decisão será nas cobranças de pênaltis.

A CBF também ampliou significativamente as cotas de participação da competição. O valor total distribuído saltou de R$ 40 milhões para R$ 65,5 milhões, um aumento de 64%. Na primeira, a premiação é de R$ 500 mil. Na segunda, o valor salta para R$ 100 mil. Os clubes que chegarem à terceira receberão R$ 150 mil. As cotas das oitavas de final é de R$ 180 mil, as quartas R$ 180 mil, semifinal e playoffs R$ 180 mil, e final R$ 300 mil.

Os clubes estreantes ainda terão direito a um adicional de R$ 8 mil destinado à aquisição de desfibriladores, equipamento obrigatório para a realização das partidas. Além do acesso à Série C, o campeão da Série D garante vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil.