Para aprender xadrez de modo simples, alunos ‘viram’ peças em tabuleiro, em Manaus
Desta forma, o colégio Connexus abriu o torneio interno essa semana e encerrou nesta quinta-feira com a ideia de reforçar seu time de enxadristas e promover a interação por meio de uma prática esportiva
O xadrez humano é uma representação feita por pessoas das peças no tabuleiro cujo objetivo é envolver crianças jovens e adultos na prática da modalidade de forma lúdica, divertida.
Desta forma, o colégio Connexus abriu o torneio interno essa semana e encerrou nesta quinta-feira com a ideia de reforçar seu time de enxadristas e promover a interação por meio de uma prática esportiva. “Nossa ideia com o xadrez humano é desfazer o mito de que o xadrez é uma modalidade complicada e torná-lo divertido como ele de fato é”, diz o coordenador técnico e professor de xadrez, Wesley César Reis.
O jogo das 32 peças, aliás, vem sendo utilizado como atividade extracurricular em várias escolas públicas e privadas.
O resultado é que cresce significativamente o número de adeptos em nível escolar.
“Antes a modalidade apresentava apenas alguns jogadores nos Jogos Escolares, mas hoje são centenas”, afirma o coordenador técnico da Federação Amazonense de Xadrez (FAX), Andrey Neves, um dos mais fortes nomes locais do esporte.
Além de desenvolver em alta escala a função cerebral, estudo levado a cabo em 2010 por uma universidade de Londres comprovou que, numa partida de quatro horas de duração, por exemplo, o jogador gasta a mesma quantidade de energia como se tivesse cavando um buraco no barro batido. “O raciocínio estimulado pela escolha da melhor jogada exige uma capacidade maior de oxigenar o sangue e o cérebro, ocasionando uma intensa atividade interna e gasto de energia”, reforça Wesley, campeão do Aberto de Manaus em 2011 no Taj Mahal Hotel, que fica no Centro de Manaus.
Filosofia do xadrez
Wesley abandonou a faculdade de Filosofia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), para se dedicar única e exclusivamente ao xadrez, ensinando gente como a estudante Mila Barbosa, de nove anos, que cursa a 4ª série no Connexus e pratica a modalidade desde os sete anos nas horas à parte da grade curricular. Mila é a atual campeã do Aberto do Connexus. “Eu gosto muito de jogar xadrez e quero chegar a ser campeã brasileira um dia”.
Final do Estadual
A final do Campeonato Amazonense acontece no domingo, 14h, na sala de Xadrez da Vila Olímpica com três nomes no páreo ao título.